Antes nos negócios a palavra falda tinha seu valor, hoje nem a palavra escrita é honrada.

ANTIGAMENTE O VALOR DA PALAVRA FALADA ERA RESPEITADA. ATUALMENTE NEM OS RÍGIDOS CONTRATOS SÃO HONRADOS PLENAMENTE.

antigamente uma palavra de honra era mais valiosa do que um contrato em cartório.

Havia uma época em que o valor da palavra falada entre as pessoas era irrevogável. Semelhante ao valor da honra. Após concluir uma venda ou uma compra o combinado de boca era definitivo. Não existam contratos registrados em cartório na presença de testemunhas para validar qual quer negócio. O que realmente prevalecia era a palavra dada ou falada. Na grande maioria das negociações o que entrava em cena era a honra da palavra combinada entre as partes. Como tudo há exceções, muitos descumpriam com a palavra combinada, automaticamente uma das partes arcava com os prejuízos, e o calote.  Surgiu então à necessidade dos contratos redigidos por advogados, tudo conforme manda a lei. Para garantir os direitos e os deveres de todos.

Esta realidade onde o valor da palavra predominava era mais entre as pessoas humildes que horavam o que falavam, mantinham o respeito e a vergonha na cara. Infelizmente este sistema da palavra de honra, entre os grandes nunca deu certo e jamais mais funcionará. Ente os poderosos jorra muito dinheiro. O dinheiro geralmente corrompe as pessoas sem caráter. Estes roubam um milhão como se rouba um centavo. Entretanto, para as pessoas honestas, os valores são os mesmos. Ela não roubará nenhum valor por quer à consciência sofrerá igualmente. Não importa o valor o peso da dor é igual ou maior; tanto para um centavo quanto para um milhão de reais.  O desonesto, isso não o interfere em sua consciência. Tanto faz roubar um centavo ou poder roubar um milhão como se tudo fosse algo igual e natural. Agora imagine fazer algum tipo de negócio com um cidadão de uma estirpe dessas! É prejuízo anunciado urgente.

O valor da palavra perdeu-se no olho do furacão da desonestidade generalizada entre as pessoas. Hoje se você faz qualquer negócio seja de pequeno, médio ou de grande valor tudo deve ser conforme manda a lei. Tudo, necessária e obrigatoriamente devem ser documentadas em cartório, todas as paginas dos contratos rubricados, carimbados, e assinados pelas testemunhas presentes. É uma prevenção para um eventual litigio, para se tenha provas documentais autenticadas para se fazer cumprir os contratos e aplicar as penalidades conforme as clausulas lidas, concordadas e assinadas.

Portanto, atualmente caiu por terra o valor da palavra falada em transações comercias.  Convivemos desconfiança de tudo e de todos. Ora!   Os péssimos exemplos de desonestidade vêm de quem deveria dar bons exemplos e são os piores maus exemplos, os políticos de todas as esferas governamentais brasileira. Quantos contratos são rompidos em todos os setores da sociedade? Quantas brigas judiciais existem por descumprimento de contratos de compras e vendas? Os tribunais estão abarrotados de processos aguardando solucionar problemas nas áreas de negócios onde ocorreu rompimento de uma das partes. Geralmente as grandes empresas são as campeãs dos descumprimentos dos contratos entre seus clientes. Exemplo: as concessionárias de telefonia, internet, energia, comercio em geral, as imobiliárias, construtoras, bancos e financeiras de cartões de créditos. Uma vergonha nacional.  

No setor público existem milhões de processos dos servidores contra os governos municipais, estaduais e federais. Simplesmente deixaram de cumprirem com pagamentos de precatórios, salários, etc. Neste setor existe uma injustiça vergonhosa. Pense bem, se o cidadão deve para qual quer esfera pública, a justiça manda uma intimação para quitar o débito dentro de um prazo máximo de 15 dias. O inverso da situação o público não tem prazo para quitar o débito com o cidadão. Os casos clássicos de injustiças dessa natureza são os precatórios, óbvio além de outros. Muitos servidores chegam a falecer sem receber dos governos essa dívida. Eles não se preocupam em quitar a divida com o servidor que tem direito a receber precatórios.   Infelizmente podemos chegar à conclusão que poucos honram o que disse. Isto é nem a palavra falada e nem a escrita em rígidos contratos são deveras cumprida. Todavia muito cuidado no momento de selar qual quer negócio.