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Renúncia do Papa Bento XVI.



UMA SEMANA HISTÓRICA: A semana que passou aconteceu fatos que se tornaram marcos referencias para a contemporaneidade histórica. Não irei entrar no debate do mérito dos fatos. Simplesmente registrá-los, porque são de cabais relevâncias para os anais da história. Não são todos os dias que um papa renuncia e também cai um meteorito de proporções arrasador na Terra. Porém irei deixar o episódio do meteoro que caiu na Rússia para outra matéria. Concentrarei a minhas energias do conhecimento para discorrer sobre a renúncia do pontífice Bento XVI. Permanecendo exclusivamente nos aspectos históricos, não entrarei nas questões teológicas e doutrinarias que tem seu pano de fundo este quadro da história da igreja atual. Analisando roldana e o desenrolar da história principalmente da Igreja, constata-se que este acontecimento da renúncia papal, não foi o primeiro e absolutamente nunca será o ultimo.
praça  de São Pedro
UMA SEMANA HISTÓRICA: A semana que passou aconteceu fatos que se tornaram marcos referencias para a contemporaneidade histórica. Não irei entrar no debate do mérito dos fatos. Simplesmente registrá-los, porque são de cabais relevâncias para os anais da história. Não são todos os dias que um papa renuncia e também cai um meteorito de proporções arrasador na Terra. Porém irei deixar o episódio do meteoro que caiu na Rússia para outra matéria. Concentrarei a minhas energias do conhecimento para discorrer sobre a renúncia do pontífice Bento XVI. Permanecendo exclusivamente nos aspectos históricos, não entrarei nas questões teológicas e doutrinarias que tem seu pano de fundo este quadro da história da igreja atual.
Analisando roldana e o desenrolar da história principalmente da Igreja, constata-se que este acontecimento da renúncia papal, não foi o primeiro e absolutamente nunca será o ultimo. Outros episódios de renúncias já aconteceram e todos eles tendo a Igreja Católica dentro de um panorama histórico extremamente polemico numa conjuntura interna problemática, repletas de incógnitas totalmente desconhecidas por todo o chamado “baixo-clero” e muito menos a população católica do mundo inteiro. Isso nos tempos onde a comunicação era privilégio de poucos.

 Hoje pela facilidade da comunicação para todos em qualquer lugarejo do planeta terra, tudo se facilitou e acompanhamos em tempo real os fatos de todas as espécies. Como qualquer outro episódio, também os problemas cruciais da Igreja Católica vazam rapidamente e se espalham por todo o mundo.
poder da comunicação
O PODER DA COMUNICAÇÃO: Hoje pela facilidade da comunicação para todos em qualquer lugarejo do planeta terra, tudo se facilitou e acompanhamos em tempo real os fatos de todas as espécies. Como qualquer outro episódio, também os problemas cruciais da Igreja Católica vazam rapidamente e se espalham por todo o mundo. Hoje ninguém seja adepto ou não do catolicismo ficam sabendo parcialmente o que acontece nos bastidores da Igreja. Nada mais fica sobre o domínio do pontífice e o colégio de cardeais. Os leigos ficam avaliando os acontecimentos na mesma velocidade que gira os fatos na internet. Criando assim, situações insustentáveis para quem está no comando da Igreja. O povo, os dirigentes, pessoas ligadas diretamente à vida da Igreja, clamam e cobram por mudanças, transformações substanciais e eficientes. Porém, quem está na linha de frente, não solucionando os problemas conjunturais da igreja atual que são exigidos pelos católicos fraqueja e cai da cátedra papal. Geralmente quem reivindica duras mudanças são os que dispõem das influencias diretas e privilegiadas dentro da Igreja. Um pontífice fraco sem poder decisório se ver no legitimo brete e a única alternativa que resta é a renuncia. Hoje muitos setores da igreja vivem em divisões e exigem para que a igreja abra as portas, enferrujadas pelo conservadorismo dos poderosos que dominam a Igreja Católica, para entrar um novo ar que possa arejar as mentes, que sejam renovadores e gerem mudanças radicais a serem adaptadas à nova realidade do mundo contemporâneo. Principalmente para resolver questões cruciais de todas as espécies que dividem a Igreja Católica neste século XXI.

DIVERGÊNCIAS: Há muitas divergências nas histórias quanto às renúncias dos papas, mas através dos registos históricos, o ultimo papa a renunciar o seu pontificado faz 600 anos isto é, seis séculos de historia. Este fato aconteceu no ano de 1415, no século XV; na época quem estava no comando da Igreja Católica era o Papa Gregório XII; o 203º papa depois de Pedro. Pedro foi o primeiro papa da Igreja Católica ,segundo a tradição o mesmo foi designado por Jesus Cristo, tendo como referencia uma passagem Bíblica (MT, 16,18). 
 A história da Igreja como é riquíssima em acontecimentos emocionantes, que envolvem diretamente aos papas. Podemos verificar que outros papas renunciaram por motivos diversos e muitos deles não eram esclarecidos ao mundo católico, apenas gerava-se um tremendo impacto na população diante destas questões de ordem ameaçadoras que sempre pairou na vida da Igreja. Podemos identificar na história da igreja que existiram vários fatores ideológicos que levaram alguns chefes da Igreja Católica, tomarem a mesma decisão que o atual papa Bento XVI decidiu. Coincidência ou não, entre os papas que renunciaram existia um do mesmo nome do pontificado de Bento XI.

A história da Igreja como é riquíssima em acontecimentos emocionantes, que envolvem diretamente aos papas. Podemos verificar que outros papas renunciaram por motivos diversos e muitos deles não eram esclarecidos ao mundo católico, apenas gerava-se um tremendo impacto na população diante destas questões de ordem ameaçadoras que sempre pairou na vida da Igreja.
Cardeais reunidos
RENÚNCIAS DOS PAPAS: No peregrinar da história eclesiástica começaram a surgir frequentemente, as renúncias. Incidiram várias, mas algumas obtiveram destaques marcantes na história da Igreja Católica.   No ano de 235 estourou a renúncia pontifícia de destaque. Nesta época quem estava no comando da Igreja o então papa Ponciano, é o papa 18 na linhagem sucessiva depois de Pedro.  Era um momento tenso na Igreja que forçou o chefe de Roma tomar esta decisão drástica para o benefício da própria Eclésia.  302 anos depois aconteceu a segunda renúncia de mais um papa dentro da Igreja Católica. Novamente a igreja vivia uma época extremamente complicada e no ano de 537 o papa Silvério renuncia por motivos um tanto sombrios e cedeu seu papado para o pontífice Virgílio.
Passaram-se 508 de uma conflitante paz e no ano de 1045, estava no poder eclesial o papa Bento IX renunciou em prol do papa Silvestre III. Um tempo depois reconquistou seu cargo e simplesmente por motivos também obscuros entregou para o papa Gregório VI. Este a Igreja o considerou ter assumido um cargo totalmente dentro da ilegalidade, não suportando as pressões não restou alternativa e praticamente foi obrigado a renunciar.
Passaram-se mais 249 anos de história dos pontífices e aconteceu mais outra renuncia, no ano de 1294, o papa Celestino V. Este pontífice foi marcante na história da Igreja pelo seu alto índice de rejeição na Igreja. Em função disso não suportou levar sua administração por muito tempo, apenas permaneceu no comando da Igreja por poucas messes. Assumiu o pontificado em 05 de julho de 1294 em 13 de dezembro do mesmo ano deixou o vaticano.
O ultimo papa a renunciar foi o então papa Gregório XII o papa 203º depois de Pedro. Este presenciou uma das grandes e tristes crises da Igreja Católica. Neste período surgiu o cisma do Ocidente, conhecido como a grande divisão da Igreja, aonde chegou a existir três papas. Todos com doutrinas opostas e que jamais chegaram a um consenso. Em Roma dominava o papa Gregório XII, o papa Bento XII, em Avignon, este foi considerado o antipapa, pois reivindicava o título de Gregório XII. Além do outro antipapa Alexandre V em pisa. Os três foram depostos, após decisão do concilio de Constância. O imperador Sigismundo tomou a decisão de fazê-los renuncia e Apenas Gregório aceitou. Foi eleito foi eleito mais um antipapa João XII, logo após sua renuncia foi eleito e assumiu o papa Martinho V, o papa  204º depois de Pedro e governou por quatorze anos a Igreja Católica.

A ULTIMA RENUNCIA PAPAL :  Mais uma vez o mundo católico foi surpreendido neste dia 11 de fevereiro de 2013 quando o papa Bento XVI o 263 depois de Pedro. eleito em 19 de abril de de 2005. Anunciou oficialmente a sua renuncia do pontificado e deixará o Vaticano no próximo dia 28 de fevereiro de 2013 e vai se refugiar da pressão do mundo. Permanecendo no ostracismo espiritual e assistindo os desfechos desta decisão impactante par a Igreja Católica. Como é de praxe nunca vai revelar o real motivo que o levou a tomar esta decisão incomum na vida dos papas. Geralmente são eleitos para o comando vitalício da Igreja. No entanto, na história da Igreja Católica os fatos surgem dentro deste clima obscuro, tudo é dentro de uma politica eclesiástica onde permeia a incógnita. Praticamente não existe transparência nestas questões de governabilidade eclesial. Portanto, problemas sérios existem nas entranhas da Igreja e o próprio papa se sentiu frágil em seguir em frente com pulso firme para resolver os problemas que invadiram a Igreja, para ele a melhor solução foi a renuncia.
 Agora o mundo católico ficará nestes próximos dias na expectativa do novo papa. Nos bastidores do conclave que escolhera o próximo pontífice, as tratativas e as articulações para a elegerem o novo papa já são grandes as especulações.
Igreja na expectativa

EXPETATIVAS PAR A IGREJA CATÓLICA: Agora o mundo católico ficará nestes próximos dias na expectativa do novo papa. Nos bastidores do conclave que escolhera o próximo pontífice, as tratativas e as articulações para a elegerem o novo papa já são grandes as especulações. Para que a Igreja pudesse ter um novo tempo de mudanças, uma renovação que fosse condizente aos apelos do mundo moderno. Seria fundamental que o novo papa surgisse da América Latina ou do continente africano. Mas, parece ser ainda algo muito distante dos interesses da santa sé, permitir um novo pontífice fora do velho Mundo. Tudo se encaminha para que o novo papa seja provavelmente italiano, contudo as negociações durante o conclave é quem vai definir de onde será o próximo papa e podemos ter surpresas. Tudo agora continua no mundo das especulações e provavelmente pode se haver  grandes novidades surpreendentes  no mundo eclesiástico católico.

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