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O mês de junho é mais animado do Brasil, com a festa junina nordestina.


A fogueira é simbolo das festas juninas no Brasil.
Os meses mais animados no Brasil com as festas populares e folclóricas são sem dúvidas, os meses de fevereiro com o Carnaval e de junho com a grande festa junina. A festa junina é mais conhecida no nosso país como uma festa popular caipira, que acontece em todas as regiões brasileiras, de acordo com suas tradições. A região que mais incrementa e festeja com vigor é a Região Nordeste. Nesta região com destaque para os Estados de Pernambuco e Paraíba.  Entre estes Estados há uma espécie de rivalidade festiva entre as cidades de Caruaru em Pernambuco e na cidade de Campina Grande na Paraíba.

A festa junina tem suas procedências na Europa não se tem uma data precisa quanto sua origem, neste ponto alguns aponta para a Idade Média, porém existem sérias divergências em relação essa discussão. Como são uma mitologia que aponta para personagens, Isabel e Maria fazendo uma fogueira, para anunciar o nascimento de João Batista, aC. Como poderia ter suas origens na a Idade Média?    O que se tem mais ou menos adequado e relevante são as especulações de tradições relacionadas ao paganismo. Para comemorar a passagem da primavera para o verão, ou mais conhecida como o solstício de verão. A igreja Católica pegou este mote e fez homenagem a São João, Santo Antônio e São Pedro. Pensou grande e fez uma espécie de adaptação, desta festa pagã de passagem de estação do ano. Mas hoje do jeito que é comemorada, não é mesmo uma comemoração cristã. Com absoluta certeza é um folclore junino que, está mais voltada para as suas origens o paganismo do que para o cristianismo.

Deixando as polêmicas de fora vamos explorar esta festa caipira e folclórica, como está enraizada na cultura nacional. Chegou o mês de junho os meios de comunicação dão uma ênfase espetacular a esse evento que tem espaço garantido no calendário das festas populares brasileiras. As escolas de todo o pais fazem suas festas bem-humorada com seus alunos, destacando os personagens principais como o casamento caipira, composto, pelo padre, noivos, testemunhas, como se fosse de verdade, vestidos a rigor caipiras. Chapéu de palha, vestidos longos e bem floreados, calças velhas com remendos, carvão nos dentes. Cada região faz suas comidas típicas adaptando o paladar regional.  

A gastronomia farta é a base milho, como pamonha, canjica, bolo de milho, pipoca, cuscuz, depois, as bebidas, como: quentão, vinho, cachaça, milho cozido e assado na brasa da fogueira, pé-de-moleque, rapadura de amendoim, pinhão (sementes de araucária cozida), arroz doce, nega maluca, caldo de mocotó etc.
Por ser uma festa folclórica não pode faltar algo vibrante, mesmo que tenham suas raízes no velho continente e foram introduzidas no Brasil por volta do século XIX as quadrilhas uma dança alegórica (de origem francesa, “quadille”) e em cada região do Brasil pode ter seu nome próprio, mas é dançada no um só ritmo. Além desta dança o faz mover os chamados arraiá é de fato o forró, baião, xaxado e xote nordestino, mesmo um ritmo característico europeu, os artistas e o povo brasileiro assimilaram com plena facilidade. Mas no Nordeste o grande divulgador e referencial o mestre Luiz Gonzaga, que aprimorou e adaptou aos costumes e a própria cultura musical da região. Hoje existe um verdadeiro "MIX" de sons e ritmos que fazem a alegria das festas juninas.


 Quadrilha junina tradicional-U C B-YouTube


Além da música as festas juninas têm outros elementos importantes que compõe o conjunto do folclore nacional brasileiro. A fogueira talvez seja o símbolo que identifica que naquela casa se festeja São João. Reza a lenda que, antigamente no Nordeste, pois era uma tradição que nenhuma família poderia deixar de fazer sua fogueira. Colocando uma vara bem na frente da casa, onde se pregava três bandeiras pequenas, para identificar e simbolizar os santos católicos a serem homenageados nesta época do ano, principalmente no Nordeste por ordens dos coronéis, abalizado pela benção eclesial. Devido ao desmatamento e o êxodo rural, o inchaço da população nas grandes cidades e devido à própria segurança, essa tradição vem caindo no esquecimento do imaginário popular. Hoje só as prefeituras das cidades turísticas do Nordeste brasileiro, fazem gigantescas fogueiras para atrair turistas do Brasil e do mundo.  

Outro elemento que faz colorir as noites juninas são os famosos e perigosos balões. São montadas grandes equipes para construir os maiores e coloridos balões para disputarem com outras equipes. Esta prática perigosa continua valendo em muitos lugares e em outras cidades já foram extremamente proibidos devidos os acidentes provocando grandes incêndios. Alguns continuam soltando balões mesmo sabendo que é uma atividade proibida.
   
Nesta época há muita queima de fogos de artifícios, hoje usam umas bonitas pirotecnias produzidas e controladas por computadores. Os tradicionais foguetes, bombas festivas, rojões, busca-pé, chuvas juninas feitas com pólvora que produzem efeitos multicores. Muitas pessoas são mutiladas por uso incorreto de fogos e até mesmo pela fabricação, estoques e venda ilegal desses fogos de artifícios.    

   A grande fartura da culinária nordestina tudo a base de milho. 
                                                         

As brincadeiras juninas recheadas de certa ingenuidade caipira fazem a alegria do povo. Exemplo: pular fogueiras sem ser atingido pelo fogo, geralmente os homens fazem para impressionar as mulheres, o famoso pau- de -sebo.  Feito com uma viga de madeira com altura de até nove metros, toda engraxada que dificulte a subida dos corajosos; quem consegue chegar ao topo ganha um prêmio e é reconhecido como o campeão, geralmente um moço que gera a cobiça entre as moças, por demonstrar sua bravura.  Fazer adivinhações principalmente entre os jovens para saber quem ia namorar quem e se no próximo ano estaria casado para festejarem juntos. O homem que andar com os pés descalços nas brasas da fogueira sem se queimar demonstra coragem e marca território e ganha popularidade entre as mulheres.
A imagem mostra uma típica fogueira uma tradição  junina na  Região Nordeste do Brasil.

Portanto, as festas juninas no Brasil são bem divertidas devido à mescla cultural de outros povos do continente europeu e que os brasileiros do seu jeito caipira introduziram no seu gosto cultural. Cada geração vai adaptando ao seu estilo presente, mas sempre conservando alguns elementos chaves que caracterizam e identificam este folclore junino brasileiro. Nesta época os hotéis das cidades do nordeste do Brasil, que disputam as capitais das festas juninas melhor organizadas têm seus hotéis e pousadas lotadas de turistas, vindos de todas as partes do mundo para se divertirem e curtirem as maravilhas das culinárias, festas, e as belas paisagens dos lugares, bem como a hospitalidade do povo.

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