Pular para o conteúdo principal

Postagem recente.

Medo e o poder nas perspectivas filosófica e política de Maquiavel.

Buscar a Governança Ideal entre Medo e Liderança. Nicolau Maquiavel. Créditoda  foto: Wikipédia  Desde os tempos antigos, a filosofia e a política têm sido intrinsecamente ligadas na busca pelo entendimento da governança ideal. A natureza do poder e a influência das emoções humanas sobre ele são temas centrais que atravessam o pensamento político.  O medo, em particular, tem sido um tópico de grande interesse, por ser uma força motriz poderosa que pode moldar não apenas indivíduos, mas também sociedades inteiras.  Através da lente da filosofia política, podemos examinar como o medo é empregado pelos governantes e as implicações morais que acompanham seu uso. Inspirando-nos nas reflexões de Maquiavel, um dos mais notáveis pensadores políticos, exploraremos como o medo pode ser uma ferramenta de controle e o que isso revela sobre a natureza da autoridade e da obediência. O Medo e o Governante: Uma Análise Inspirada em Maquiavel Maquiavel, com sua visão astuta sobre a natureza do poder, v

Alerta a democracia latino-americana.

O Presidente paraguaio sofreu golpe ou impeachment, de  48h de rito.


Na imagem está inscrito a definição de democracia. Governo do povo e para o povo.
 A definição de democracia. Governo do povo e para o povo.


No contexto de uma turbulenta crise política e nas instituições democráticas do Paraguai,  no dia 22 de junho de 2012, o presidente Fernando Lugo, foi  vítima   de impeachment, com todas as características de golpe.  


Paraguai, o recente episódio de impeachment de Fernando Lugo é antidemocrático e   uma atitude lamentável. Infelizmente há a extrema-direita que quer despertar um perigoso fantasma, que ronda e assombra a democracia em toda a América Latina, o autoritarismo. Todos os chefes de estados latino-americanos, mais do que nunca devem permanecer em alertas com relação ao que aconteceu porque lá os princípios democráticos foram feridos naquele país irmão e assim procurar urgente prender, esta assombração ameaçadora que pode tolher a liberdade política do povo Paraguai e de outros países vizinhos.


Eliminar os golpistas na América é tarefa dos Chefes de Estados latinos.


Procurar com todas as formas e setores políticos da sociedade latina organizada, evitar que este monstro chamado ditadura sanguinária arquitetada, por golpes contra os governos constituídos democraticamente ressurja dos escombros e cinzas, de milhares de inocentes vítimas da abominável operação condor, em diversos países da América Latina. As autoridades façam uso da diplomacia e energicamente obriguem simpatizantes dessas ideias ditatoriais e da feroz operação condor, que é também conhecida como carcará, está a adormecer nas trevas do esquecimento infindável e nunca mais se espalhe pelo continente americano. 


O povo latino-americano já sofreu muito com as ditaduras.


Contudo, a América Latina saiu de uma história recente de terríveis ditaduras que deixaram cicatrizes em aberto e muitos questionamentos sem respostas, muitos criminosos dos poderes violentos na impunidade, muitas famílias sem saber paradeiros de parentes e amigos. Alguns países a democracia está se solidificando, outros continuam em processo lento de amadurecimento para uma democracia íntegra. 


Tem vários países onde prevalece a existência de uma grande fragilidade democrática em todos os âmbitos da sociedade. Muitos não se recuperam da carnificina que as ditaduras violentas provocaram em seu povo. 


No caso específico do Paraguai este um lento processo democrático e muito tímido devido a vários fatores internos que a história comprova. Tanto que destituir, um presidente eleito pelo voto popular, com um impeachment em 48 horas, um rito sumário, mostra a imaturidade de um país que adota um regime democrático feito de superficialidades, que promove com facilidades ao nascimento de golpes com estratégias que levarão, mais uma vez, ao sofrimento do povo, que já são historicamente padecidos. Ainda que, respeitadas as regras constitucionais daquele país, fica evidente, que o ritual veloz para um processo de impeachment, revela com clareza que a democracia no Paraguai é assim muito frágil. 


Percebe-se que estão ainda nos primeiros passos, para se chegar a uma consolidação definitiva. Os fatos demonstram isso, há uma democracia de aparências. O exemplo de lá serve para os demais países da nossa querida América Latina não permitir que a maldição da ditadura se espraie aos demais países. 


Os organismos internacionais devem tomar providências.


Os organismos que unem esses países como a UNASUL, MERCOSUL, OEA e até mesmo a ONU devem tomar decisões duras a este golpe, na história do Paraguai e procurar mecanismos legais até que venha estagnar qualquer iniciativa de grupos radicais pró-ditadura. Este governo não deve ter o reconhecimento dos países amigos, como sendo um governo legitimado pela democracia e certamente deve repudiá-lo e classificado como golpe, somente assim para legitimar o governo eleito pelo povo do Paraguai.


Este fato ruim deve acender o alerta vermelho em relação à democracia.


Portanto, deste fato se pode tirar grandes lições de prevenção porque é perigoso e repudiável o acontecido no Paraguai. 

Todavia, o Brasil deve ficar atento porque com este fato se acendeu a luz vermelha de alerta contra a democracia da América Latina.

O estopim de um movimento sublimado contra a democracia foi aceso.

No entanto, as autoridades de todos os países latinos e as organizações da sociedade civil devem estar em pleno estado de atenção. 


A democracia não está consolidada na maioria dos países da América Latina. 


O monstro da ditadura não morreu em definitivo e começa a lançar suas setas de cizânias nos países mais fragilizados do continente americano. 

Portanto, os chefes de estados latinos devem se unir para fortalecer a democracia em seus países e principalmente naqueles onde é visível o lento extermínio do regime democrático, o melhor do mundo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Candeeiro ou lamparina antiga, mas muito usado no Brasil.

O candeeiro fez parte da vida do povo nos tempos remotos e na atualidade.   Sem luz se usa o candeeiro. Candeeiro é a lamparina, artefato antiquíssimo, composta por duas partes simples. A sua base é feita de lata comum. Pode-se observar que é um desenho simplório, num formato de uma pirâmide. No topo desta pirâmide usa-se pavio de fabricado de algodão. Ele é umedecido com querosene, que é colocado na parte de baixo, como podemos observar tem uma forma redonda, mas como base piramidal.

O abc da mãe, para expressar, as suas qualidades.

As mães possuem suas qualidades no abc da vida.   A imagem diz o  abc da mãe  As mães, quantas qualidades elas possuem, desenvolvem e as colocam em prática, diariamente, vinte e quatro horas; durante uma vida inteira em prol dos seus filhos. Entretanto, dificilmente os filhos percebem e reconhecem esta árdua luta das mães e são gratos a elas. Observem neste singelo texto, quanto as progenitoras fazem para seus filhos.   Estes dons surgem desde quando ela engravida pela primeira vez dando à luz seus filhos (as). Elas no cotidiano colocam em prática através de sua consciência maternal todas suas qualidades de mães para a proteção, provisão e educação dos filhos. O mais estranho e ingrato é que poucos filhos reconhecem a importância da sua mãe enquanto estão juntos. Muitos somente irão reconhecer e lamentar a sua real importância quando elas morrem. Os filhos deveriam observar e valorizar as qualidades da mãe.   Neste simples abc da mãe, todos os filhos deveriam sempre obser

Você já rotulou alguém de burro?

Essa atitude é preconceituosa, ela  ferirá o sentimento de outrem e ruim para o convívio social. A expressão Burro comprova o preconceito  entre as pessoas.  Quando alguém utiliza este vocábulo burro para qualificar outrem, somente vem comprovar como muitas pessoas têm uma mentalidade maldosa, preconceituosa e intolerante em relação aos seus semelhantes. É inaceitável como é usado no Brasil o termo “burro” entre as pessoas. Muitos usam de maneira intencional para ofender covardemente os seus semelhantes. Alguns humanos a utilizam de maneira maldosa, preconceituosa e ofensiva. Isso vem ocorrendo desde o início da colonização até os dias atuais.