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Escolas particulares intensificam pressão por matriculas.

O ensino elitizado das escolas particulares do Brasil é um ótimo negócio para seus donos, mas sem muito resultados para quem contrata este serviço.
A imagem mostra o livro e diz:escolas particulares um bom negócio.
O ensino elitizado das escolas particulares do Brasil é um ótimo negócio para seus donos, mas sem muito resultados para quem contrata este serviço. Geralmente todos os anos neste período das matriculas e rematrículas para as escolas particulares e elitizadas de todo o Brasil fazem uma pressão colossal aos pais e responsáveis dos alunos que já estudam ou são postulantes a uma das vagas nestas instituições educacionais para efetuarem as matriculas dos filhos.  É neste momento que percebemos que a educação é um excelente negócio para os donos das escolas particulares e um abissal pesadelo para quem contrata os serviços caríssimos destas instituições educacionais.

A lacuna deixada pelo poder público de oferecer uma educação de qualidade gera apreensão entre os pais que gozam de poder aquisitivo para enfrentarem a ferocidade financeira das escolas privadas. A precariedade deste setor público leva a criação desta necessidade para esta classe social de uma escola que pelo menos não haja falta de professores durante o ano. Que tenha um ambiente e estrutura física que seja seguro do que as escolas públicas. Entretanto, os apelos comerciais, as mensagens, as propagandas de uma escola satisfatória são exageradas. Estão muito aquém da prática do que é apregoado como chamariz perspicaz, um tanto forçado para quem pode deixar seus filhos nestes ambientes educacionais. Evidentemente que não são todas as escolas privadas que apresentam um engodo para os pais comparem para seus filhos. Tem sim aquelas cumpridoras de sua missão e vão além do que está escrito nos contratos. Outras, simplesmente vendem em seus contratos uma realidade que não existe e nem podem desempenhar ações pedagógicas sérias para um desenvolvimento dos conteúdos, que gere qualidade de ensino real, na prática durante o ano letivo.

Apenas vendem aparências, enganam pais e alunos, esta realidade é muito fácil de identificar devido ao baixo aprendizado dos filhos que chegam em casa com seus cadernos vazios e nenhuma tarefa escolar a ser desenvolvida.  Acontece isso durante todo o ano letivo vigente. Querem ser diferentes, mas não fogem muito das escolas públicas. A qualidade do ensino se iguala ou permanecem abaixo das muitas escolas públicas deste país que faltam professores, materiais didáticos e estruturas pedagógicas básicas e todos os velhos problemas conhecidos historicamente. Entretanto, muitos destes estabelecimentos de educação das redes públicas com todas as suas mazelas como baixos salários para os professores, descasos, e abandono pelo poder público. Mesmo assim, estas possuem professores que tem uma missão de legítimos soldados da educação. Estas escolas espalhadas por todo o Brasil fazem das “tripas corações” (um dito popular) para promoverem um ensino de qualidade, um exemplo de bravura, esmero amor e zelo profissional.

Enquanto que, muitas escolas particulares investem abundantemente em marketing e aspectos físicos do ambiente escolar, algumas ainda pagam mal aos seus profissionais, esquecendo-se do principal o ensino de qualidade que tanto prometem na hora de fazer ou renovar as inscrições dos alunos para o novo ano letivo. Pura fachada, ou melhor, propaganda enganosa. Os donos destes estabelecimentos de ensino fazem uma ampla pressão aos progenitores e responsáveis para matricularem ou renovarem as matriculas para o ano letivo subsequente.  A maioria dos pais ou responsáveis assumem um enfadonho compromisso financeiro, acima do seu poder aquisitivo para garantir um ensino de qualidade e são enganados pela lábia dos mascates da educação e principalmente, oferecem uma proposta pedagógica de algo que não tem condições de cumprirem.
 
Esta situação ocorre nas séries iniciais e também nas faculdades e universidades particulares e públicas.
A imagem mostra a cédula de cem reais que representa o custo do ensino no Brasil.
Percebe-se aqui uma óbvia analogia nesta situação educacional brasileira, que remota à filosofia da Grécia antiga. Lembram-se dos sofistas gregos da antiguidade? Como agiam? O que ensinavam? Entretanto, eles tinham um invejável compromisso com seus discentes. Ensinavam seriamente e formaram uma grande corrente filosófica da época a sofistica. Muitas pessoas por falta de conhecimento tem uma ideia pejorativa, mas são aqueles que se fundamentam no “disse que disse” de outros e apenas repetem o que muitos falam e não vão às fontes.  Hoje os sofistas da educação brasileira, gerenciam de maneira requintada as cifras provindas das sofridas mensalidades pagas pelos pais e responsáveis dos alunos na esperança de receberem uma educação de excelência. Porém, se decepcionam ao verem seus filhos receberem uma formação insuficiente em relação aos custos benefícios. Os sofistas de hoje se adaptaram rapidamente aos tempos modernos e criam escolas que não correspondem às exigências da sociedade competitiva.

Volto a enfatizar que há exceções neste universo das escolas particulares. Vamos ser justos e afirmar que realmente tem escolas que cumprem o que foi formalizado nos contratos entre contratantes e contratados. Todavia, imensas maiorias destas redes de ensino privadas simplesmente vendem “gato por lebre” (dito popular) um bondoso pacote lindíssimo de enganação aos pais e tutores de alunos. Tudo para se precaverem das precariedades das escolas públicas e correm para as escolas particulares. Como lá estivesse a tábua de salvação para todos os problemas educacionais. Todas estas paranoias devido à péssima reputação da escola pública em nossa sociedade. Elas geraram conflitos financeiros entre as escolas e pais de alunos. Quem tem condições financeiras se veem quase no compromisso de colocar seus filhos nestas instituições privadas. Uma espécie de status social estereotipado. Forçando quem pode a comprar uma utopia educacional, que só existe no contrato de prestação de serviço.  A prática não difere muito das escolas públicas, até por quer muitos profissionais trabalham nas duas redes educacionais para sobrevirem. Os professores fazem de conta que ensinam e os alunos também fazem de conta que aprendem. No momento de tirar “a prova dos nove” em um exame nacional do ensino médio ou um concurso para disputar uma vaga, ou mesmo no vestibular para entrar na universidade. Geralmente muitos alunos egressos das escolas da elite passam sufoco e desconhecem os conteúdos postos a prova.

Há uma rede de escolas particulares aqui no Brasil que nesta época das renovações das matriculas investem intensamente em marketing de uma maneira extrapolada repleta de anúncios sensacionalistas.   Enche os veículos de comunicações de massa, e indubitável a internet que é o mais abrangente dos meios de comunicação do mundo. Esta onerosa campanha desta rede particular de ensino, sem dúvida, seus custos serão repassados para as mensalidades dos alunos. Não citarei o nome desta rede educacional para evitar fazer um merchandising de graça. Portanto, basta abrir qualquer a página na internet dos grandes aos insignificantes sites, ou blogs, eles estão lá apelando fortíssimo para esta rede que já é elitista e agora estão rumando à elitização total.
 
O livro digital é uma realidade nas escolas brasileiras após o acesso facilitado da internet nos estabelecimentos de ensino.
A imagem mostra o livro digital uma realidade nas escolas brasileiras.
Por tanto, esta é a realidade educacional brasileira, de um lado temos uma escola pública precária, que não corresponde às expectativas dos nossos alunos que não pode frequentar uma escola elitizada. E de outro lado temos as escolas particulares caríssimas, excludentes e lucrativas.   Não são todas que agem assim, mas infelizmente temos escolas privadas que não assumem o que vendem aos alunos e são exigentes a cada ano letivo. Aumentam seus preços de forma absurda acima da inflação oficial do Brasil. E seus gerenciadores são duros para negociar as mensalidades. Além do mais existe uma interminável lista de material já pré-determinada que superem os preços das mensalidades. Estudar no Brasil é muitíssimo caro. Esta realidade inicia desde as séries inicias aos cursos superiores nas faculdades e universidades tanto públicas quanto particulares. Tudo é difícil para quem quer obter uma habilitação de qualquer curso na área do conhecimento almejado.



É uma realidade histórica em nosso país desde o início da colonização a educação foi e continua sendo excludente. Os senhores de engenhos mandavam seus filhos para a Europa para estudarem e os pobres trabalhavam para manter os filhos dos fazendeiros e senhores de engenhos no Velho Mundo. Quando existia alguma escola era precária e poucos frequentavam. Hoje mudou bastante temos uma rede pública que abrange todos os estados e municípios e suas precariedades e uma rede particular elitizada que disponibiliza pelo menos nos contratos um ensino de qualidade, mas, com exceções, que nem sempre é verídico. Não é sem motivos que somos a sexta economia mundial, mas contraditoriamente somos a nação que permanece no atraso e na pobreza cultural e principalmente em relação à educação. Atualmente amargando uma vergonhosa posição mundial de 88ª colocação no Rank mundial (Octogésima oitava) segundo a UNESCO. Há um erro gravíssimo do governo em não priorizar a educação. Simplesmente se omite e tem dinheiro, mas não investe pesadamente em educação. Todavia, os resultados são tristes e vexatórios para os estudantes diante de quaisquer circunstâncias de testes. Há solução basta querer investir intensamente em educação. Agora se nunca existir interesse de fazer a educação uma prioridade nacional nunca   seremos uma nação desenvolvida, mas infelizmente o país do atraso eternamente.

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