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A história do cinema no Brasil está nas cinzas.

O prejuízo é inumerável para a sétima arte brasileira. Fogo na cinemateca Brasileira/Créditos/Rede Brasil Atual.   Este infeliz episódio do incêndio sobre o galpão da Cinemateca Brasileira, que está localizado, na zona oeste da Capital paulista, São Paulo, nesta última quinta-feira dia 29 de julho de 2021, apagou em definitivo, parte da história do cinema do país. Este dia será marcado como a destruição através do fogo do maior acervo cinematográfico do cinema do Brasil. Mais uma vez a sétima arte do país sofre o pior golpe em seus anos de existência. O que foi queimado ficará sem volta desta coleção de 250 mil rolos de filmes, documentos históricos, e outros que se transformaram em cinzas e certamente pouca coisa deve ter sido salva. No entanto, os poucos que foram salvos, certamente devem ter sido danificados, a sua qualidade, porque foram atingidos, com a temperatura do fogo e a água sobre os rolos. Materiais sensíveis que dificilmente serão recuperados. Foram 100 anos de histór

A história do sapato foi grandiosa em Campo Bom.

Conheça a história dos sapateiros e o sapato de Campo Bom.

 

A foto mostra o monumento ao sapateiro o profissional do sapato ganhou esse monumento especial dedicado a todos os sapateiros de Campo Bom e do vale dos sinos. Aqueles que construíram as riquezas do Estado e dessa região acolhedora dos imigrantes de todos os recantos desse Estado, país e mundo.
Monumento ao sapateiro em Campo Bom-RS.


Essa grandiosa história é antiga e em seu processo de expansão ocorreram os seus momentos de glórias, apogeu e declínio. A crise que se abateu sobre esse setor que predomina até a atualidade, mas infelizmente não houve superação e certamente é uma realidade longínqua para acontecer.

A histórica luta dos sapateiros é uma saga erguida através desses heróis trabalhadores especializados nesse setor importante para todos. Foram esses trabalhadores, os pioneiros e os responsáveis no aperfeiçoamento do futuro brilhante da região.

 

Todos esses profissionais, que trouxeram a pujança até agora, merecem ser sempre lembrados e homenageados em todas as suas cidades de origem.

Essa história é repleta de muitos fatores que marcaram o desenvolvimento econômico da região do Vale dos Sinos, mas atualmente se percebe o declínio da indústria do calçado e o futuro não promissor dos profissionais dessa fábrica que era pujante.

Os Irmãos Vetter, foram os primeiros a iniciar a produção do calçado em Campo Bom.

 

A imagem mostra a faixada da primeira fábrica de sapatos em Campo Bom. Hoje é apenas um memorial da Fábrica Irmãos Verter no lago com o mesmo nome que a atração turística da cidade.
Fachada preservada da primeira fábrica de sapatos em Campo Bom-RS.


Os primórdios sapateiros iniciaram essa aventura, na área do calçado, a qual fez crescer a economia da região, do país e do mundo. Tudo iniciou a partir do fim da década de 1800, através dos primeiros imigrantes alemães vindos para o Brasil. Nessa época os imigrantes já estavam instalados em definitivo na vila Campo Bom que pertencia a São Leopoldo e somente em 31 de janeiro de 1959 ocorreu a emancipação política e foi criado o município de Campo Bom no Estado do Rio Grande do Sul.

 

A indústria do calçado no Vale dos Sinos, área abrangida pela antiga colônia de São Leopoldo. Nesse período se compreendia as localidades de Novo Hamburgo, Campo Bom, Dois Irmãos e as demais pertencentes a essa colônia, que recebeu e distribuiu os primeiros imigrantes vindos da Alemanha para o Vale do Rio dos Sinos. Em todas as localidades alguém iniciou essa atividade promissora. Em Novo Hamburgo, Pedro Adams Filho, e Campo Bom Jacob Vetter e nas demais cidades tem os seus pioneiros nessa próspera atividade do sapato, que impulsionou durante muitos anos o desenvolvimento econômico do Vale dos Sinos.

A primeira fábrica de calçado no Município, nasceu em 1890.

 

Na Cidade de Campo Bom a primeira fábrica foi instalada em 1890, por meio da iniciativa de Jacob Vetter, o patriarca da família Vetter. Ele iniciou uma pequena fabricação de calçados (chinelos, tamancos, cintos e artefatos de couro) na antiga vila de Campo Bom. Segundo os historiadores, era localizada no atual Bairro Rio Branco.

Para darem continuidade ao sonho pioneiro do pai, os seus filhos Emílio e Gustavo Vetter, no ano de 1904, criaram a empresa Vetter S/A Indústria e Comércio, nas proximidades da estação do trem. Essa adjacência da estação férrea, foi estratégica para facilitar o escoamento da produção para o interior do Estado e para o centro do país.

Em função da grande produção de calçados, os proprietários e irmãos Vetter inauguraram a fábrica no ano de 1918. A partir de então, começaram a impulsionar de maneira evidente o desenvolvimento econômico forte, ainda da vila Campo Bom.

Os sapateiros tinham a fábrica como referência para o sustento das suas famílias.

 

A Fábrica era a principal referência para muitos sapateiros campo-bonitenses e da região e através das suas longas jornadas de trabalhos obtinham o sustento da família. Assim também, a continuidade do progresso do município e da região de Porto Alegre-RS que ao longo do tempo era conhecida como o vale do sapateiro ou do sapato.

 

Inclusive muitos trabalhadores sapateiros nos tempos áureos, conseguiram, construíram as suas riquezas particulares. Tudo fruto do seu trabalho honesto, permanente e consequentemente, a região se desenvolveu em ritmo acelerado até entrar a crise da indústria do sapato. Essa crise, levou a falência das grandes empresas e a miséria de muitos pais de famílias até os dias atuais.

O declínio do calçado no Vale, iniciou na década de 1990.
 

A foto mostra o monumento em homenagem a bicicleta o principal meio de transportes dos sapateiros.
O monumento da bicicleta o meio de transporte do sapateiro.


Após o grande apogeu chegou o declínio na produção e exportação do calçado na Região do Vale dos Sinos. Os empresários e os trabalhadores na indústria calçadista mergulharam numa depressão econômica, a partir da década de 90 até os dias atuais. Hoje a região amarga o alto índice de falências e desempregados dos bravos sapateiros. Muitos trabalhadores dessa área foram obrigados a migrar para outros setores, no processo de diversificação da indústria, metal, mecânica, têxtil, hoteleiras e outras que foram surgindo na região do Vale do Rio dos Sinos. As principais cidades do Vale perderam as maiores e tradicionais indústrias calçadistas. A invasão chinesa dos calçados de péssima qualidade e os preços inferiores foram a principal razão para o fim da produção volumosa do calçado brasileiro.

Para preservar a memória do sapato foram construídos monumentos, praças, feiras e não mais indústrias.

 

A foto mostra a chaminé da primeira fábrica de sapato a Irmãos Vetter em Campo Bom. Hoje é o principal mirante da Cidade com 40 metros de Altura onde as pessoas sobem até o topo tem uma ampla visão panorâmica de Campo Bom.
A  chaminé/atual mirante da antiga fábrica de sapato de Campo Bom-RS, Brasil


O que restam nas cidades produtoras são poucas indústrias de grande porte e pequenas fabriquetas de fundos dos quintais? Isso para não sepultarem em definitivo a produção do sapato no Vale do Rio dos Sinos. Os empregos nesse setor calçadista são raros na região. Quando alguém consegue alguma vaga, os empregadores pagam aos sapateiros, uma remuneração pífia. Todavia, exigem produção exorbitante, além das forças de trabalho dos sapateiros. Aquelas cidades que antes eram referências na confecção do sapato, apenas têm monumentos para dizer para as gerações futuras que aquela cidade um dia foi pioneira na produção do calçado.

 

Novo Hamburgo que gozava com a declaração da Capital Nacional do Calçado resta o Pórtico com esse título e a FENAC (Centro de Eventos e Negócios) símbolo do apogeu da fabricação do sapato ambiente de exposições e vendas. Lá se realizavam as colossais feiras de calçados onde participavam, os fabricantes, lojistas e público em geral. Todos os expositores apresentavam as suas novidades, os grandes produtores regionais, nacionais e internacionais. Atualmente se realizam feiras com outras modalidades e algumas exposições dos fabricantes que ainda resistem à crise econômica brasileira e calçadista.

 

A Cidade de Campo Bom, começou a realizar de dois em dois anos,  a festa do sapato. Tudo é organizado no  espaço do Largo Irmãos Vetter. Tudo é organizado com os lojistas locais, regionais e de Franca, Município de São Paulo.

Atualmente continua com uma produção pujante do calçado. Tudo para preservar a memória de que durante longas décadas, o município era pioneiro na fabricação dos melhores calçados do país e do mundo.

 

A foto uma foto em bronze, em homenagem aos sapateiros.
Placa em homenagem aos sapateiros.


A cidade de Campo Bom é um exemplo dessa realidade, onde os sapateiros vivem de memórias. A prefeitura construiu uma ampla praça no local da primeira fábrica do sapato, a conhecida Vetter e atualmente é o largo, irmãos Vetter.

Essa praça é uma espécie de memória ao sapato e aos sapateiros. Preservaram a fachada, a chaminé (hoje é o mirante com 40 metros de altura) que sobe até o topo tem uma visão panorâmica da cidade, a bicicleta que era o meio de transporte dos sapateiros e o monumento ao sapateiro. Além disso, foi construído um anfiteatro para as apresentações culturais da Cidade e outros símbolos referentes ao sapato. O largo Irmãos Vetter é um dos principais pontos turísticos de Campo Bom e região.

 

O profissional do sapato até ganhou um monumento especial dedicado a todos os sapateiros de Campo Bom e do vale dos sinos. Aqueles que construíram as riquezas do Estado e dessa região acolheram os imigrantes de todos os recantos deste Estado, país e mundo. Hoje esses nobres trabalhadores, para sobreviverem e proverem suas famílias, foram obrigados a mudarem de profissão.

Comentários

  1. Bom Domingo
    Uma interessante e excelente publicação .Ao ler foi como se estivesse vivendo no local .
    Gostei demais .
    Abraço amigo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O Vale do Rio dos Sinos faz parte da região metropolitana de Porto Alegre. Era uma vez conhecido como o Vale do Sapato. A atualmente ainda existem algumas indústrias de grande porte, mas a produção calçadista em grande escala terminou. O que existe de fato é o desemprego e pequenas fabriquetas espalhadas em toda a região que compreende mais de 1 milhão de habitantes trabalhando em outros setores. Os municípios vivem de lembranças como monumentos, praças e museus. A importação chinesa quase exterminou com a produção do calçado nacional. Eu morei no Vale durante a época de ouro do calçado E realmente era uma localidade rica e próspera. Hoje a população vive de sonhos!

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  2. Olá, boa tarde! Gostei muito da história, me deu até vontade de conhecer a cidade.
    A tempos que tento contato com fábricas de sapatos da cidade mas não consigo achar muita coisa, se puder me passar eu agradeço! Meu WhatsApp (65)99339-9992. Muito obrigada!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa noite Flávia!
      Quero agradecer a sua visita ao nosso site/blog e principalmente ter gostado da matéria. Voltar sempre é um privilégio tê-la como leitora do blog analiseagora.com. Volte sempre. Vou te passar o link do site da principal fábrica de calçados da cidade e lá terás os principais telefones e outras formas de contatos. https://www.arezzo.com.br. É uma das únicas de grande porte que restou da saga do sapato no Vale dos Sinos. Arezzo (51) 2129-5000
      Forte abraço!

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