O parcelamento dos salários do funcionalismo público do RS é uma vergonha.

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Cédula de dois reais simboliza o parcelamento dos salários no RS.
Quem é funcionário público do Estado do Rio Grande do Sul, mais uma vez os seus míseros salários foram parcelados. Todos vivem dias de vexame para quitarem suas contas. A única solução é mendigar empréstimos com juros altíssimos aos bancos. O governo não tem o mínimo de preocupação com a situação pela qual passam seus servidores. Muitos passam até fome por quer recebem seus salários em conta gotas. Ora! Desta forma os pequenos valores se dissipam sem poder pagar e nem comprar nada. Este é o governo do PMDB que está detonando com os servidores. Ainda assim, parece que tudo está bem, por quer ninguém se organiza para paralisar em definitivo este Estado, até que o governo venha pagar os salários do funcionalismo público estadual em dia. O governo não vai pagar os juros das dívidas dos servidores, eles que se virem, deem um jeito, pois o governo já deu o seu jeitinho.    Pagar os salários do funcionalismo estadual em parcelinhas!

Quem é da área da educação a situação é muito mais difícil. Até agora nenhuns governos de nenhuma sigla partidária honram com a lei federal do piso do magistério. Isso desde quando foi implantado o piso nacional dos professores nenhum deles pagou integramente o piso salarial. Entretanto, para agravar ainda mais a situação de desvalorização e miserabilidade do magistério, o governo simplesmente parcela os ínfimos salários dos professores.  Como se todos não precisassem deste dinheiro para comprar comida, pagar as faturas de agua, luz, internet e telefone. Pagar o aluguel, a mensalidade das escolas e universidades dos filhos, prestações dos empréstimos consignados, medicações, e tantas outras despesas que obrigatoriamente devem serem pagas no dia certo. Se pagar fora do dia combinado como está nos contratos de compras e prestações de serviços. Exemplos: os bancos, lojas, escolas, universidades e operadoras de telefones, internet, e cartões de créditos aplicam juros, multas e correções monetárias do mercado financeiro. O professor gaúcho passa vergonha no comercio por quer não pode honrar seus compromissos financeiros mensalmente. E para que esta situação não venha se agravar com os bancos e financeiras são obrigados a pedir empréstimos sobre empréstimos para quitar débitos em atraso. Tudo isto por falta de pagamento dos seus salários por parte do governo do estado.
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Salários parcelados no RS.

Portanto, é uma situação vexatória para todos os servidores, trabalhar, mas ao chegar ao fim do mês não receber os salários integrais, mas receber em conta gotas. E o mais grave   quando o governo faz um discurso passando para a sociedade uma conotação de que os responsáveis pela crise econômica do Estado são todos os servidores públicos. Todavia, São estes bravos trabalhadores que fazem movimentar e produzir a riqueza deste Estado sem receber seus salários justos.  O governo de maneira debochada parcela estes salários de fome, como se o funcionalismo fosse rico e não precisasse deste dinheiro.

Então cabe neste momento uma grande mobilização de todos os servidores públicos. Que os sindicatos de todas as categorias se organizem de maneira unificada para decretar uma greve geral por tempo indeterminado. Até que este governo pague em dia e integral os salários do funcionalismo. Fazer este governo respeitar os servidores. Contudo eles já estão demasiadamente explorados, desvalorizados, doentes e desestimulados.
Todos os sindicatos movam processos coletivos contra este governo, para cobrar na justiça todos os resíduos gerados pelos parcelamentos dos salários que deveriam ser integrais. Mesmo que leve anos e se transforme em precatórios para serem pagos a quem for de direito.