Pular para o conteúdo principal

Postagem recente.

A história do cinema no Brasil está nas cinzas.

O prejuízo é inumerável para a sétima arte brasileira. Fogo na cinemateca Brasileira/Créditos/Rede Brasil Atual.   Este infeliz episódio do incêndio sobre o galpão da Cinemateca Brasileira, que está localizado, na zona oeste da Capital paulista, São Paulo, nesta última quinta-feira dia 29 de julho de 2021, apagou em definitivo, parte da história do cinema do país. Este dia será marcado como a destruição através do fogo do maior acervo cinematográfico do cinema do Brasil. Mais uma vez a sétima arte do país sofre o pior golpe em seus anos de existência. O que foi queimado ficará sem volta desta coleção de 250 mil rolos de filmes, documentos históricos, e outros que se transformaram em cinzas e certamente pouca coisa deve ter sido salva. No entanto, os poucos que foram salvos, certamente devem ter sido danificados, a sua qualidade, porque foram atingidos, com a temperatura do fogo e a água sobre os rolos. Materiais sensíveis que dificilmente serão recuperados. Foram 100 anos de histór

O príncipe o livro mais controvertido da política universal.

O contexto histórico, político e social desta obra, se confunde com os dias atuais.

 

A foto mostra a capa do Livro o Príncipe de Maquiavel.
A foto mostra o Livro, O Príncipe de Maquiavel.  

Para se entender a política atual do país e do mundo é indispensável ler e compreender o pensamento de Maquiavel contido em sua obra esplêndida O Príncipe. Nesta obra de ciências políticas da época o mundo estava em turbulências ideológicas e era necessário alguém de pulso firme, o Príncipe com sabedoria acalmar para conduzir essas inquietudes e aplicar um novo jeito estratégico de agir diante dos fatos.

É neste contexto semelhante ao de hoje que esse livro é publicado como certa temeridade de dar certo ou não as teorias descritas que são os fundamentos para o funcionamento de um novo sistema ideológico, diante das mais diversas correntes políticas da sociedade. “O príncipe deve ser flexível, plástico e precisa se adaptar às variadas circunstâncias, sendo parecido com um camaleão. 

Para garantir o bem comum, o príncipe deve trocar de pensamentos e de atitudes como também de máscaras e de vestes, no que estiver ao alcance do homem. O príncipe terá de fazer escolhas a cada momento. Apenas o conhecimento irá lhe servir como aliado confiável e, mesmo assim, isso não garantirá de antemão bons resultados”. Situação igual da atual realidade brasileira e do mundo, por isso a sua complexidade não é tão grande para se aplicar literalmente ao contexto turbulento do Sistema Capitalista, que se encontra em declínio atualmente.

Não adianta discutir sobre política sem que se leia minuciosamente esse livro a base das teorias políticas. Contudo, O príncipe de Maquiavel o mais controverso compêndio de política e que precisa ler com muita dedicação para compreender o pensar de Maquiavel.

Nicolau Maquiavel é o principal pensador político da história.

 

Neste mês de maio os apaixonados das leituras políticas terão muito a recordarem, falarem e discutirem sobre o pensador italiano, “Niccolò di Bernardo dei Machiavelli” a tradução para o português Nicolau Bernardo Maquiavel. Autor do mais controvertido compêndio de ensinamento político O príncipe. Seu nascimento foi no dia 3 de maio de 1469, Itália, falecendo em 21 de junho de 1527 em Florença.

Este ano são comemorados mais de meio século de consistência desta obra da literatura política clássica, do período renascentista. Repleta de grandes polêmicas no palco da política mundial. Há uma vasta literatura sobre esta obra impactante entre os pensadores e cientistas políticos. Cada um tem elaborado versões de interpretações de acordo com sua ideologia e sua área de atuação e vivência como ser político, mas é fundamental nunca fugir do pensar de Maquiavel.

Uns enaltecem outros os condenam a proposta política de Nicolau, porém, existe uma unanimidade que reconhece esta obra como o verdadeiro referencial para todos os cidadãos. Aqueles que almejam chegarem e se manterem no poder. No entanto, para isso, precisa possuir as verdadeiras virtudes para saber agir em determinadas situações de conflitos. Ainda assim, mantém-se no domínio e para conquistar outras adesões que os fortaleça como governante autêntico.

A obra do pensador político Maquiavel.

Não obstante, o fato imperioso no campo político sem dúvida é a comemoração da conclusão e publicação do livro mais lido por quase todos os políticos do mundo. Esta obra magnânima da arte da política foi concluída em 10 de dezembro de 1513. Este ano especificamente em dezembro, este tratado sobre política faz um aniversário de 508 anos de história no meio político mundial. Nesta matéria não irei analisar o mérito precioso do conteúdo deste clássico mundial da literatura política e muito menos fazer uma resenha do livro. Apenas quero fazer outra leitura, tentar esclarecer as formas desprezíveis e preconceituosas como este compêndio maravilhoso foi repassado ao longo da história, desmotivando muita gente a ler esta obra-prima da política como arte de governar. Meu objetivo é procurar desmistificar essas ideias erradas e incentivar a leitura deste arquétipo da arte de governar e sobre a visão de Nicolau para os nossos dias.

Para entender com clareza, O Príncipe, é imprescindível retornar ao contexto político da época.

 

Para que o leitor adquira o interesse em ler esta excelente obra é fundamental que se volte à contextualização histórica em que passava a Itália da época em que foi escrito este livro. A Itália dos séculos XV e XVI estava no auge do renascimento cultural e intelectual, mas atravessava uma fase perturbada por guerras, assassinatos violentos, conspirações e traições entre os poderosos. Dentro de uma Itália dividida, Maquiavel vivenciou estes conflitos que certamente os trouxeram dissabores e, ao mesmo tempo, fizeram renascer o desejo a este grande intelectual o sentimento da unificação plena de seu país. Neste contexto histórico que Nicolau arquitetou sua obra o governante, o Príncipe sábio, virtuoso e forte para manter o poder único e estabilizado utilizando os caminhos corretos para concretizar este desejo como cidadão e pensador da época.

 

Devido às grandes perseguições que Maquiavel sofreu durante sua vida, esta obra foi considerada pelo poder dominante da época como sendo um livro subversivo, até certo ponto compreensiva diante dos mais ambiciosos interesses dos governantes da época. Todavia, principalmente para o contexto histórico em que Maquiavel escreveu, esta obra visava à volta de um príncipe ao poder. Infelizmente os poderosos deturparam de uma maneira ideológica direcionada a minar a expansão do pensamento de Nicolau Maquiavel no campo político. Pelo seu brilhantismo, as tentativas dos poderosos foram impróprias. O pensamento de Nicolau traspassou as entranhas da política e continua sendo vigoroso durante estes mais de quinhentos anos de existência.

Muitas pessoas conseguiram passar uma visão negativa da obra de Maquiavel.

Desde aquela época muitas pessoas, conseguiram estigmatizar e propagarem eficientemente para o povo até os nossos dias, esta visão negativa do grande pensador e criador da política moderna. Este pensamento é plenamente difundido principalmente entre as pessoas, e entre as nações que lê pouquíssimo e geralmente as obras deste nível e estilo como “O Príncipe de Maquiavel”. Para ler e compreender esta obra o leitor obrigatoriamente deve ter uma formação que possa chegar ao grau de compreensão que o escritor exige. Muitos até tentaram ler, mas desistiram porquenão dispõe de uma formação apropriada. As melhores formas que encontraram para excluir da história foram geradas ao longo deste período, as críticas principalmente póstumas, instituindo, a partir de seu próprio nome o adjetivo maquiavélico, que é extremamente pejorativo, passando a ideia de astúcia, esperteza, aleivosia, sagaz, má-fé, logro e atrocidade, fingimento etc.

 

Tem muitas pessoas que nunca leram o livro “O príncipe de Maquiavel”, e muitos nem sabem o significado deste adjetivo pejorativo maquiavélico e enchem o peito e dizem levianamente isto é uma estratégia maquiavélica, aquele sujeito parece ser um excelente conhecedor do pensamento de Maquiavel. Agora se entende por que os políticos são maquiavélicos etc. e assim por diante sempre se ouve expressões que são verdadeiras pérolas da ignorância em relação a um grande autor de um esplêndido manual de política para todos os governantes e a população que deseja conhecer os meandros do poder.

Muitos desviam a interpretação correta da obra de Maquiavel.
 

Há um bordão popular inspirado em Maquiavel, (os fins justificam os meios) esta sentença nunca foi escrita por Maquiavel no livro “O príncipe” no decorrer da história no meio político criou essa interpretação falaciosa sobre suas ideias de criar um país unificado. Esta frase deve ser compreendida dentro de todo o contexto histórico e político que vivia o escritor na época. 

Portanto, não simplificar nesta frase gerada por interpretações errôneas como se fosse à base do conteúdo do livro espetacular sobre fundamentos da política moderna. O que ele pretendia explicar era: que o monarca deveria ser alguém dotado de capacidades para agir sem medir esforços para atingir os objetivos de governar aguerridamente para unificar a nação italiana despedaçada em desavenças. Essa era a justificativa ele buscava a união e estabilidade do governo e nada mais. 

Durante muitos anos houve muitas interpretações para este objetivo de Maquiavel e muitos sintetizaram esta frase que se tornou um célebre bordão para muitos que se dizem entendidos em Maquiavel. Uma das pérolas mais citadas: “os fins justificam os meios”, pronto esta pessoa já se acha um perito das obras de Nicolau sem ao menos ter lido absolutamente nada ou por simplesmente em uma “rodada de debates políticos” ter ouvido esta expressão estranha.

 

No entanto, ressalto que existem muitas pessoas que por natureza são autodidatas e tem uma persistência inabalável quando começam a ler uma obra por mais complexa que seja desperta em seu ser um desejo absoluto de ir até o fim. Contudo, estes, além disso, procuram ajuda de quem possui uma compreensão sólida sobre o assunto. Por quanto, diante de estas barreiras impostas ao grande autor Maquiavel e seu manual político moderno, sua obra transcende a história e continua sendo um dos grandes referenciais dos políticos estrategistas, que pensam chegar ao poder e permanecer na autoridade segundo suas formas e regimes de governos de cada nação.

 

O livro é sem dúvida um excelente receituário científico da política moderna e certamente muitos políticos têm muito que aprender com este grande pensador estrategista principalmente neste período em que nosso país se prepara para novas eleições gerais no próximo ano. Muitas articulações políticas estão sendo feitas a partir dos estrategistas que certamente têm como fonte de inspiração para elaborarem suas abordagens visando o poder a contar do livro (O príncipe) de Nicolau. Quem ama a política como ciência os faço encorajar a todos a lerem este manual desprovido de qualquer conceito pré-constituído, fundamentado principalmente por comentários de segundos ou terceiros em relação ao autor e sobretudo neste compêndio científico que traça linhas gerais para se estabelecer um governo. Indispensável ir até à fonte para ler e procurar colher o néctar da obra para aplicar aos nossos tempos.

As controvérsias sobre a obra de Maquiavel não poderiam ser diferentes em razão de sua grandiosidade política.

 

Óbvio que há muitas controvérsias sobre o pensamento de Nicolau, e nem poderia ser diferente devido sua grandiosidade, como ele descreve científica, filosófica e politicamente passo a passo a posição de um governante. As divergências são evidentes surgirem porque nem todos comungam das mesmas ideias, isso é mais que natural, até gerar o bom debate entre os formadores de opiniões. Entretanto, sobretudo é imprescindível a leitura sempre focada no contexto histórico da época para fazer aplicações práticas para o momento atual.

Todavia, essa obra ensina a pensar a política como arte e ciência ao nível mundial. Somente através da leitura que se formará uma nova hermenêutica atualizada partindo da realidade de cada nação, para gerar políticas públicas reais, tendo como fundamentos teóricos para adaptações o pensamento de Maquiavel.

Desejo a todos uma boa e minuciosa leitura do livro do, O príncipe.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O abc da mãe, para expressar, as suas qualidades.

As mães possuem suas qualidades no abc da vida.   A imagem diz o  abc da mãe  As mães, quantas qualidades elas possuem, desenvolvem e as colocam em prática, diariamente, vinte e quatro horas; durante uma vida inteira em prol dos seus filhos. Entretanto, dificilmente os filhos percebem e reconhecem esta árdua luta das mães e são gratos a elas. Observem neste singelo texto, quanto as progenitoras fazem para seus filhos.   Estes dons surgem desde quando ela engravida pela primeira vez dando à luz seus filhos (as). Elas no cotidiano colocam em prática através de sua consciência maternal todas suas qualidades de mães para a proteção, provisão e educação dos filhos. O mais estranho e ingrato é que poucos filhos reconhecem a importância da sua mãe enquanto estão juntos. Muitos somente irão reconhecer e lamentar a sua real importância quando elas morrem. Os filhos deveriam observar e valorizar as qualidades da mãe.   Neste simples abc da mãe, todos os filhos deveriam sempre obser

Você já rotulou alguém de burro?

Essa atitude é preconceituosa, ela  ferirá o sentimento de outrem e ruim para o convívio social. A expressão Burro comprova o preconceito  entre as pessoas.  Quando alguém utiliza este vocábulo burro para qualificar outrem, somente vem comprovar como muitas pessoas têm uma mentalidade maldosa, preconceituosa e intolerante em relação aos seus semelhantes. É inaceitável como é usado no Brasil o termo “burro” entre as pessoas. Muitos usam de maneira intencional para ofender covardemente os seus semelhantes. Alguns humanos a utilizam de maneira maldosa, preconceituosa e ofensiva. Isso vem ocorrendo desde o início da colonização até os dias atuais.

Candeeiro ou lamparina antiga, mas muito usado no Brasil.

O candeeiro fez parte da vida do povo nos tempos remotos e na atualidade. Sem luz se usa o candeeiro. Candeeiro é a lamparina , artefato antiquíssimo composta sobre duas partes simples. A sua base é feita de lata comum. Um desenho simplório num formato de uma pirâmide. No topo desta pirâmide usa-se pavio de fabricado de algodão. Ele é umedecido com querosene, que é colocado na parte de baixo, como podemos observar tem uma forma redonda, mas como base piramidal. Este utensílio domestica há muitos anos foram usados no país inteiro até chegar às primeiras transmissões de energia elétrica nas capitais e aos poucos foram se disseminado para o restante do país.