Pular para o conteúdo principal

As diferenças das eleições do Brasil e Estados Unidos.


http://www.analiseagora.com/
Bandeira dos Estados Unidos.

Eleições e suas peculiaridades democráticas no mundo. A democracia é um sistema maravilhoso de participação popular em qualquer país do mundo. Cada nação tem suas regras definidas pelos poderes responsáveis para conduzir o processo eleitoral dentro da plena normalidade seriedade e festividade de cada povo. Analisando os rituais das eleições democráticas do Brasil e dos Estados Unidos. Percebe-se com evidencias, quantas diferenças e singularidades existem entre duas nações que adotam o mesmo sistema democrático de escolhas dos seus governantes.

O Brasil com suas características constrói sua identidade no mundo dentro do campo democrático. Uma das propriedades é o voto obrigatório que se abre um amplo debate sobre esta particularidade brasileira resquício do regime militar. Porém se deixar fora as inúmeras opiniões em relação a este item, ficam bem transparente o envolvimento e comprometimento dos cidadãos com o processo eleitoral brasileiro. Há uma constante e acalorada participação popular através de seus candidatos e as suas siglas partidárias. Mesmo permanecendo a estigma da obrigatoriedade do voto pela justiça eleitoral do Brasil. Este aspecto não prevalece sobre a vontade de renovação a cada eleição. Outro atributo que fica estampado na face de todos os eleitores é o prazer, o domínio, o gostinho de poder chegar até a urna eletrônica e digitar os números do seu candidato preferido e ver sua foto na telinha da urna. Além disso é ter a certeza de ter votado em quem gostaria e consumado o direito e dever da participação direta nas eleições democráticas. 

http://www.analiseagora.com/ O voto facultativo é uma das grandes características das democracias consolidadas o nosso país está longe dessa realidade, mas mesmo assim está na hora de pensar no ato de votar não obrigatório.
A imagem em formato de círculo diz voto facultativo já!

Há um sentimento de participação direta e ter o poder de escolher de livre arbítrio seu representante. Depois continuar na torcida de uma vitória ou derrota. Sendo eleito cobrar para que trabalhe com ética e faça jus ao cargo conferido. Não se pode negar que nestas últimas eleições brasileiras o índice de abstenções vem num crescendo assustador. Sem dúvidas é uma clara forma de protesto do eleitor inconformado e contra os políticos corruptos. Certamente   também se percebe que a nação exige urgente uma reforma política que institua o voto facultativo.

Nos Estados Unidos não existe voto obrigatório para os cidadãos escolherem seus governantes. Por conta desta característica, há um esforço extraordinário do candidato para convencer o eleitor atribuir o seu voto a qualquer postulante ao algum cargo eletivo.  Principalmente quem pretende ser presidente da cobiçada Casa Branca, centro do poder mundial. A impressão que fica é que existe certa apatia as eleições. Existem poucos momentos de efervescência em busca do voto nos Estados Unidos. Esta é a visão de quem avalia de longe as eleições americanas. No entanto o processo eleitoral parece ser bem mais complexo e a priori, confusa do que no Brasil.

O cidadão americano que sonha em um dia ser eleito Presidente deste país; passa por um longo processo eleitoral de aproximadamente um ano. Iniciando a maratona democrática, nos comitês eleitorais para a formação financeira e estrutural da campanha. Criam-se famoso “caucus” (sistema de eleger delegados em dois estados: Iowa e Nevada) logo em seguida o próximo passo são as primárias americanas (processo eleitoral mais complicado do mundo) onde se escolhem os delegados para as prévias regionais ou estaduais. O próximo degrau são as grandes convenções nacionais e depois a conhecidas previas simultâneas e por último a realização das eleições. Neste percurso da caminhada já se tem dois candidatos polarizados representando os dois principais paridos o democrata e republicano. Geralmente um aparecem com uma vantagem irreversível em relação ao outro, mesmo que vença com uma pequena margem de diferença.

São muitas diferenças nas eleições entre o Brasil e o EUA. Países com o mesmo sistema e regime democrático, mas cada um com suas regras, calendários, formato eleitoral próprio. Fazendo a democracia encontrar seu caminho para o amadurecimento; e perpetuação da liberdade democrática de cada nação e suas peculiaridades independentes.
Bandeira do Brasil

O sistema democrático inicia-se com um amplo leque de participação dos cidadãos e termina em um legitimo funil democrático. Os eleitores não votam no dia das eleições. Apenas alguns eleitores que formam um seleto colégio eleitoral votam representando os demais eleitores de cada Estado. O número desses eleitores delegados votantes altera de estado por estado e são estes que elegem o novo Presidente da República dos Estados Unidos. Praticamente tudo se resume em uma configuração de uma eleição democrática indireta.


Portanto, são muitas diferenças nas eleições entre o Brasil e o EUA. Países com o mesmo sistema e regime democrático, mas cada um com suas regras, calendários, formato eleitoral próprio. Fazendo a democracia encontrar seu caminho para o amadurecimento; e perpetuação da liberdade democrática de cada nação e suas peculiaridades independentes. Poder se expressar seja na liberdade de pensar, de ser e também de escolher sem coação seus representantes. Isso faz o diferencial do mundo democrático.


Uma grande diferença nas eleições entre os EUA e o Brasil. Lá se respeita as regras do jogo democrático. Quem perde tem a elegância de aceitar a derrota e imediatamente se cumprimenta o vitorioso e se coloca à disposição para contribuir na administração e o fortalecimento da democracia.  No Brasil o derrotado não aceita a derrota é deselegante com o vitorioso. O derrotado incita o ódio, a intolerância. Sem nenhum escrúpulo quebra as regras do jogo democrático, desrespeita as leis e arquiteta permanente o golpe. Foi o que aconteceu nas eleições gerais de 2014. O perdedor nunca engoliu a derrota. Desde a proclamação oficial da vitória da Presidente Dilma Rousseff o pais foi dividido entre perdedores e vitoriosos. O lado derrotado desrespeitou os mais de 54 milhões de eleitores. Todas as forças antidemocráticas se uniram a elite e os partidos reacionários mais a mídia golpista e rasgaram a Constituição. Fizeram fazer valer a força do ódio. E entre conchavos, manobras e traições politicas os derrotados consumaram o golpe de estado, mais baixo da história recente do Brasil.