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Para relaxar ouça músicas clássicas e eruditas.

A Música Clássica: Um Oásis de Tranquilidade no Mundo Barulhento. No espaço cultural do blog tem música. Em meio à sinfonia caótica da vida moderna, onde ruídos incessantes e sons estranhos dominam o nosso cotidiano, há um refúgio silencioso que nos convida a encontrar paz interior: a música clássica. Mais do que mero entretenimento, a música clássica transcende para o reino da arte, conectando-nos com algo mais profundo. As composições dos grandes mestres, como Mozart, Beethoven e Bach, são verdadeiras obras-primas. Suas melodias suaves, harmonias ricas e estruturas bem elaboradas podem acalmar a mente e o coração, proporcionando um oásis de tranquilidade em um mundo frenético. Benefícios que Harmonizam a Vida: Inspiração e Criatividade: A música clássica estimula a criatividade, despertando novas ideias e visões inesperados. As nuances das composições podem desencadear pensamentos inovadores e soluções criativas para os desafios do dia a dia. Equilíbrio Emocional: As peças clássica

As desventuras de Pedro, o Rei do Surfe: uma onda de comédia e sátira na Capital da Sardinha

 

O Surfista Relutante


O Rei do Surfe fugiu sob as luzes do amanhecer
O Rei do Surfe em fuga. Créditos da foto para o site: Pixabay.



Em uma cidade litorânea do Rio Grande do Sul, conhecida como a Capital da Sardinha, agora mais conhecida pelo lixo do que pelas sardinhas, vive Pedro, o pescador e surfista, coroado como o Rei do Surfe Gaúcho. Sua fama era tão grande quanto as ondas que o domava, e sua habilidade com as pranchas e redes era lendária. Ele era o maestro das marés, e cada mergulho nas ondas era um espetáculo de bravura e destreza.


A Exaltação Popular


Durante um treino para o campeonato mundial no Havaí, um grito contagiante surgiu da ponte da cidade, o ponto de encontro dos pescadores e a sede do Sindicato dos Peix: “Pedro, o surfista, para prefeito já!”. A festa que se seguiu foi uma mistura de carnaval com músicas alemãs e gauchescas, uma celebração que uniu todas as culturas em um ritmo frenético de alegria e caos. 

Tudo sob o som de uma fanfarra com instrumentos enferrujados e tons desafinados, representam o retrato fiel do abandono municipal aos seus munícipes. 

Ainda assim, aquela festa icônica onde até os golfinhos 🐬 do Rio onde há ponte, cantaram, dançaram um balé com a leveza das valsas de Strauss¹. Tudo terminou ao nascer do Sol.


 O dilema conjugal


Em casa, Dona Brenda, a esposa pescadora de Pedro, argumentava, com sensatez, contra a maré de loucura que queria levar seu marido para a prefeitura. Ela sabia que o mar da política era mais traiçoeiro do que qualquer tempestade que já haviam enfrentado juntos. Ele, dividido entre o chamado do povo e o medo de trocar ondas por papelada, acabou naufragando no sofá, vencido pelo cansaço. A sua decisão seria irreversível, não adiantava mais que a esposa argumentasse, o Surfista guardava em seu coração a decisão mais impactante da vida conjugal, até o momento.



 A Fuga Espetacular 


O dia da eleição chegou, e a cidade se preparava para escolher seu novo prefeito e vereadores. Fogos de artifício explodem no céu noturno, confetes, serpentinas coloriam as ruas em festa, enquanto o coração do Sufista e pescador batia acelerado, dividido entre o medo e a incredulidade. O peso da responsabilidade o oprimia como uma âncora gigante. Pesava mais do que uma rede cheia de traíras incomuns e o pânico o dominou. Tomado por um turbilhão de emoções, o pescador e surfista fez o que ninguém jamais esperaria: fugiu sob as luzes do amanhecer, sem deixar rastros, para o mar em seu barco, abandonando a cidade à própria sorte.



 O Reino Insólito




O Rei do Surfe no seu paraíso do Mar. Créditos da foto para o site: Pixabay.


Pedro, agora apelidado de “Prefeito das Profundezas do Mar”, governava à distância por e-mails tão indecisos quanto um turista em cima de uma prancha. A cada navio petroleiro que cruzava o horizonte, transportando petróleo bruto para a refinaria distante, o rei sentia saudades de casa. Se acovardou e cada vez mais distante da realidade que ele mesmo havia criado. Ele se sentia mais perdido que siri em uma festa de lagosta.

A sua consciência queimava, mais do que pimenta-malagueta nos lábios às cobranças das suas responsabilidades para com os munícipes que o elegeram, se sentia mais frágil do que um bagre fisgado ilegalmente.



A Revolta Popular começou com o motim dos Trabalhadores.


Os grupos da sociedade civil organizada, como a “oposição”, as “donas de casa”, os “conformados”, a “terceira idade” e o “Sindicato dos peixes” em greve, todos tinham suas próprias ideias divergentes de como salvar a cidade, mas nenhum tão colorido e convergente quanto os planos de Pedro.

A população, cansada de viver em meio ao caos e à negligência, se uniu em um único grito de revolta. Cartazes com frases como o sufista, volte e traga a ordem de volta! E “A cidade não aguenta mais!” brotavam nas paredes como cogumelos após a chuva.

A fúria popular crescia como as ondas que se batiam contra as dunas, ameaçando engolir a cidade em um mar de indignação.

O retorno triunfante (e Fedorento)

Quatro anos se arrastaram como caranguejos na areia, e a data das novas eleições se aproximava. A cidade, outrora um paraíso à beira-mar, se transformou em um reino de comédia involuntária, um show de horrores em tecnicolor. O lixo apodrece nas ruas, formando montanhas que rivalizavam com as dunas, buracos cobiçavam os pneus dos carros, e a grama teimava em tomar conta das praças.

O rei do surfe e pescador, o “prefeito das profundezas do Mar”, barbudo igual a Robinson Crusoe² ou como um ermitão e com um aroma inebriante de maresia e peixes frescos, decidiu retornar à terra firme. 

A notícia de sua volta dividiu a cidade como um raio em uma tempestade. 

De um lado, os “indignados”, liderados pela oposição, o presidente da Associação de Donas de casa exaltadas, clamavam por justiça e xingavam o surfista, falastrão e fujão de todos os nomes impublicáveis. Do outro, os “conformados”, fiéis seguidores do rei do surfe gaúcho, deram todo o apoio. 

Com a oposição, do Sindicato dos Peixes, de sardinhas de uma certa ponte da cidade, clamava pela expulsão do rei.



A Grande Festa na Ponte das Sardinhas

A Ponte das Sardinhas, o lugar onde os pescadores, turistas e até os peixes curiosos se reúnem para ouvir o Rei do Surfe Gaúcho. Pedro, com sua coroa de conchas e colar de algas, subiu ao palco improvisado. E lá estava ele, o Prefeito das Profundezas Mar³, pronto para seu grande discurso.

Com uma voz que ecoava pelas águas, Pedro começou: “Cidadãos da Capital da Sardinha! Hoje, não sou apenas o Prefeito das Profundezas Mar³, mas também o Rei das Ondas!” E todos os presentes, incluindo os peixes, olharam para ele com um misto de admiração e descrença.

As melhores ondas, como a lendária “Tubig”, eram conhecidas apenas pelos surfistas mais cobiçados. E Pedro, o sortudo, sabia exatamente onde as encontrar no vasto mar. Afinal, ser o Rei tinha suas vantagens, mesmo que fosse apenas das ondas. 🌊👑

Mas não podemos esquecer das manobras que faziam os corações dos surfistas baterem mais rápido. Pedro, com sua coragem e destreza, deslizava pela parede da onda, executando tubos perfeitos e aéreos audaciosos. Os olhos dos espectadores se arregalavam enquanto ele girava no ar, como se desafiasse a própria gravidade. E quando a onda se curvava em reverência, Pedro realizava uma rasgada espetacular, deixando sua marca na espuma salgada.

Sim, naquela tarde na Ponte das Sardinhas, Pedro não era apenas um prefeito ou um rei. Ele era um dançarino das ondas, um artista do mar, e todos aplaudiam sua atuação com entusiasmo. 🏄‍♂️🌊



A multidão aplaudiu, e os golfinhos assobiaram em aprovação.


 “Nossa cidade enfrenta desafios, mas não podemos nos afogar em nossas preocupações. Precisamos de soluções criativas, como uma rede de transporte público feita de tartarugas marinhas e um sistema de coleta de lixo liderado por polvos recicladores.”

Transformar a cidade em um paraíso do surfe, com campeonatos semanais para atrair turistas: ignora a realidade de que a cidade não possui as condições ideais para a prática do esporte em alto nível, como ondas consistentes e infraestrutura adequada.

Promover o “mar com ondas ideais” como superior às ondas do Caribe: Essa promessa fantasiosa demonstra o total desconhecimento do Prefeito Fujão sobre as características do mar e as preferências dos turistas.

Outras propostas mirabolantes: construção de um “muro gigante” para proteger a cidade de tsunamis (sem considerar os custos exorbitantes e a inviabilidade técnica), criação de uma “fábrica de chuva” para resolver a seca (ignorando as complexas causas do problema) e distribuição gratuita de pranchas de surfe para todos os cidadãos (sem considerar a real necessidade da população).

Os murmúrios se espalharam entre os presentes. Alguns achavam as ideias geniais, enquanto outros as consideravam absurdas.


 “E, para celebrar nossa união, teremos a Festa das Sardinhas!” Pedro anunciou. “Com música, dança e, é claro, sardinhas frescas!”


A fanfarra enferrujada começou a tocar, e os peixes dançam em sincronia. Os conformados, a terceira idade se juntaram à festa, e até os caranguejos arriscaram passos de salsa.


O Rei tropeçou e caiu.

Pedro, com sua coroa de conchas e colar de algas, estava lá, de cara na lama, como se tivesse sido atingido por uma onda de desgraça. Os “conformados”, sempre prontos para aproveitar uma oportunidade, o ergueram nos braços como se fosse um troféu. E assim começou a procissão triunfal pelas três principais avenidas da cidade.

Os carroceiros, com suas carroças quebradas e cavalos mancos e magros, se juntaram à festa. Eles olharam para Pedro, sujo de lama, cabelo em pé e um sorriso amarelo no rosto, e pensaram: “Bem, isso é mais estranho do que um peixe tocando violino numa noite de lua cheia.”

Pedro, com o megafone corroído pela maresia, exclamou: “Cidadãos da Capital da Sardinha! Nada como as ondas tubulares para relaxar e resolver tudo! Os carroceiros, esses mestres da confusão, não entenderam nada!” E o que fizeram os carroceiros? Aplaudiram o Rei do Surfe como se ele fosse o próprio Poseidon, pronto para governar com sua prancha e seu sorriso amarelado igual à gema de ovo.

E não parou por aí. Os carroceiros criaram um jingle épico: “Carroceiros com Pedro na Prefeitura Já! Chega de buracos, lixo nas ruas, O Rei do Surfe na Prefeitura já!” As notas desafinadas saíam dos instrumentos que pareciam ter sido corroídos pela ferrugem da maresia. E os barris de chope? Ah, transbordavam, assim como os copos dos festeiros embriagados.

Os idosos animados dos bairros souberam da confusão, foram se unir aos   “conformados” e acolheram o rei de volta a ser o candidato à administração futura. 

A turma da terceira idade e mais os “conformados” se apegaram à fanfarra de instrumentos que se assemelham à ferrugem da maresia, com músicas desafinadas. E assim, Pedro, o surfista, olhou para aquela cena surreal e decidiu ser hora de pegar suas ondas favoritas e esquecer aquela alucinação toda. Afinal, quem precisa de política ao ter carroceiros, jingles bizarros e um mar de absurdos para navegar? 🏄‍♂️🌊


Epílogo: A Lição do Mar (e dos Peixes)


Pedro aprendeu que liderar uma cidade não era apenas sobre políticas e planos mirabolantes. Era sobre ouvir os cidadãos, valorizar a diversidade e encontrar alegria nas pequenas coisas.


E assim, a Capital da Sardinha se tornou um lugar onde todos eram bem-vindos, independentemente de serem humanos, peixes ou gaivotas. Pedro talvez aprenda surfe de verdade um dia.

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