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Conheça a lenda do prefeito fujão

  A lenda que se alastra entre a terra e o mar O  barco do Zé das Marés,  navegando no Oceano Atlântico e sem norte. Nas noites escuras e chuvosas do litoral norte-grandense, os bares de bebidas ecoam piadas, brincadeiras e histórias. Entre o tilintar dos copos e o aroma de petiscos do mar, uma lenda se espalha como fumaça dos rastilhos de pólvoras: a saga do Prefeito Fujão. Não se trata de uma brincadeira ou uma mentira, mas sim uma realidade que desafia a lógica e a política. O homem em questão era o Zé das Marés, um candidato improvável. Nas eleições de 2020, ele não tinha chances reais de vencer. A sua campanha foi modesta, e quase esquecida entre os discursos inflamados dos adversários. No entanto, ocorreu um evento inesperado: Zé foi o vencedor. A população, cansada das promessas estúpidas, votou nele como forma de protesto. No entanto, o prefeito José das Marés não demonstrou aptidão para a função de prefeito. Ele era um ex-subprefeito de uma pequena cidade da região, conhecido

A comunicação em cartas havia emoções.

A era digital exclui a distância e as emoções das comunicações.



A imagem mostra um envelope antigo dos correios do Brasil para correspondências.
Envelope antigo dos correios do Brasil para correspondências.


Antigamente, a comunicação entre o remetente e o destinatário era feita principalmente por cartas escritas à mão, embora fossem extremamente emocionantes. Atualmente, todas as comunicações são eletrônicas, porém, frias e descartáveis.


Na era da tecnologia da informação, as distâncias, o tempo e as emoções foram excluídas. Todavia, é crucial ter cautela com as formas e as técnicas de comunicação digital rápidas. As gerações mais experientes podem relembrar como eram emocionantes em tempos de outrora as comunicações a distância.


A espera para receber uma carta de amor ou comercial, um cartão de datas especiais de todos os tipos, os convites bem elaborados para todas as ocasiões festivas, os telegramas inesperados de boas notícias ou até assustadores, todos eram repletos de emoções.


É emocionante ler uma carta escrita à mão vinda de longe.


A emoção de ler uma carta de alguém que morava longe era incrível. Tudo isso tinha como objetivo ter a certeza de que aquela carta foi elaborada com muito carinho, pensamento voltado para quem escrevia com a força da mão firme. As pessoas se esforçam para elaborar uma linguagem clara e objetiva que de fato explique todos os sentimentos, emoções ou outros motivos para se dirigir ao destinatário com anseio, conhecimento e todas as emoções. Manter a clareza da comunicação requintada do remetente com o destinatário.


Geralmente, quem morava longe dos parentes, das amadas ou de uma relação comercial, sempre ficava na angustiante espera para ter notícias. Naquele momento, era desagradável quando o carteiro aparecia na rua sem trazer nenhuma notícia.


No entanto, ao depositar qualquer correspondência na caixa de correio, o coração pulsava descontrolado até que o carteiro apanhasse a carta ou o cartão para investigar o conteúdo dessas comunicações.



Quantas recordações surgem ao receber uma carta escrita à mão?


O correio eletrônico permite uma comunicação rápida. Todos os saudosistas devem se recordar como era diferente pegar a carta, olhar o nome do remetente e a origem. Abri o envelope com rapidez, os olhos fitando o conteúdo do início ao fim. Antigamente, a carta de amor era sempre perfumada para criar um cenário real e aumentar o vínculo amoroso. De maneira geral, é comum recordar com intensidade a presença da pessoa amada e reavivar o olhar da namorada, relembrando momentos marcantes mesmo quando estamos distantes.



As outras correspondências, ainda que formadas por outros motivos, sempre estavam marcadas pela emoção. Para determinar quem enviou, foi necessário tomar todas as providências para escrever, enviá-lo e se dirigir às agências dos correios, já que muitas pessoas residiam a quilômetros de distância de casa. Após a primeira leitura, ela era mantida em uma gaveta especial, cuidadosamente protegida para que pudesse ser lida e relida diversas vezes. Observar o selo comemorativo, adquirir ou doar para um filatelista de confiança, completar sua coleção de selos únicos ou simplesmente trocar alguns para aumentar sua filatelia.



A ansiedade do remetente em ter certeza de que a correspondência chegou ao destinatário.


O remetente ainda estava ansioso para garantir que sua correspondência chegasse ao destinatário? A indagação só terminava quando o destinatário respondia, gerando uma longa sequência de emoções nas comunicações de mil novecentos e antigamente. Tudo estava repleto de emoções e calor humano.

Em datas especiais, trocavam-se cartões com mensagens calorosas, dependendo da ocasião e do objetivo da amizade. Para viagens inesquecíveis, como férias, lua de mel ou turismo, era costume enviar um cartão da cidade acompanhado de belas dedicatórias. Tudo era demorado e leva muito tempo para ser enviado e receber a resposta, mas tudo era repleto de expectativas e emoção.



Descubra este relevante tópico histórico.



Por quanto tempo o rei de Portugal demorou para receber as notícias da comitiva de Pedro Álvares Cabral ao Brasil? Pode ser que tenha sido emocionante ler a Carta de Pero Vaz de Caminha, um renomado escritor português, que descreve com clareza os detalhes das terras brasileiras.



A era gelada e rápida da comunicação.


A imagem mostra o e-mail a forma instantânea de comunicação de hoje.
O e-mail, a forma instantânea de comunicação de hoje.  


A era da tecnologia da informação eliminou a distância, o lado bom é que tudo é imediato e em tempo real, mas a face ruim é que excluiu as emoções, as curiosidades, a ansiedade do tempo de espera. No entanto, estamos na era do gelo virtual! Tudo é gélido, vazio de emoção e rapidamente descartado. Apesar de tudo estar gravado nos diálogos dos (e-mails) correios-eletrônicos, eles ficam esquecidos na mesma velocidade que entram na caixa do correio eletrônico. Quantas vezes as correspondências virtuais não são lidas até o primeiro parágrafo?


Atualmente, diversos “spams” são enviados para o lixo eletrônico e causam grandes problemas para quem tem computadores e dispositivos móveis conectados à “internet”. Quantas vezes, por mero descuido, os usuários deram um clique em qualquer desses abomináveis “spams”, causando danos irreparáveis. No entanto, todos eles são potencialmente malévolos e trazem uma quantidade considerável de vírus perigosos, quase invisíveis. Pessoas do mal que vivem causando problemas para todos os internautas.



As cartas têm uma nova função hoje: a de ter receio e não de amor.


A foto mostra um envelope antigo dos correios do Brasil para cartas.

O envelope antigo dos correios do Brasil para cartas.



Sendo assim, o correio hoje tem uma função apenas comercial, pois, raramente envia boas e saudosas mensagens. Os correios chegam à nossa residência sem que tenhamos e, em geral, trazem correspondências que esperamos com frequência. São cobranças cotidianas e bem definidas, como as dívidas mensais, as intimações policiais e judiciais, as multas de trânsito e muitas propagandas indesejadas que invadem e enchem a caixa de correio. Em tempos de espionagem, as grandes companhias descobrem os nossos dados e começam a enviar suas campanhas de “marketing” para seus conglomerados.



São as duas faces de uma mesma realidade. A comunicação anterior era lenta como tempo e velocidade, mas era repleta de grandes surpresas e emoções românticas. Atualmente, tudo está mais moderno e, com a tecnologia de última geração como a Inteligência Artificial (IA), essa nova etapa evolutiva da TI, é possível fazer e reproduzir uma comunicação em tempo real, mas sem surpresa e emoção, o que acaba gerando a perda da expectativa e a banalização entre as pessoas. Sem considerar os perigos de violação e espionagem, quem está escondido nos correios eletrônicos, e nos entopem nas caixas eletrônicas dos computadores e aparelhos móveis conectados à “web”? Ainda prefiro receber uma carta escrita à mão para relembrar os tempos antigos, apesar do atraso, mantendo-me seguro e com uma grande dose de romantismo.


Quero deixar bem claro que não sou contrário às novas tecnologias que facilitam a nossa vida na atualidade. Estou apenas comparando e demonstrando as diferenças entre uma forma de comunicação e outra, incluindo este aspecto da emoção que vivi nas antigas correspondências, a geração atual desconhece.✉⏳☎

Comentários

  1. Quanta beleza e poesia. As cartas sempre me emocionam. Quando o envelope é aberto , podemos sentir o perfume das mãos que escreveram cada palavra retirada do mais fundo coração. Antes, quando o correio gritava nossos nomes, os corações disparavam. E vinham notícias cujas páginas recheadas perfumavam nosso dia. As palavras vibravam, vibravam...até hoje, ao abrir um livro, encontro uma carta intacta, meio amarelada pelo tempo, mas com o mesmo aroma da juventude. E cartas são valentes, não se apagam suas letras, independem de tomadas, chips, estão lá vivas e revivendo as melhores memórias. Lindo artigo. Lindo. Muito obrigada por me lembrar dos anos mais tenros da vida...

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    1. Bom dia! Seja bem-vinda minha amiga Margarida Rios ao blog analiseagora. É uma alegria te receber. Espero que esta seja a primeira de muitas e muitas visitas para ler os artigos aqui postados e que os mesmos venham te interessar e completar as tuas buscas dos mais diversos assuntos que amas e estejas procurando respostas. Espero que as matérias do blog sejam de fato excelentes para complementarem as tuas pesquisas.
      Há este grande contraste entre a comunicação antes e depois do advento da web. Tudo mudou e tem seus dois lados: a velocidade da informação instantânea e a saudade que surge em nossos corações das cartas escritas a mão ainda que eram demoradas tanto para remeter quanto para receber, mas havia emoções. Hoje na velocidade da informação tudo se perdeu. Todavia devemos aprender a conviver com a tecnologia que é necessária nos dias atuais sem perder o romantismo. Algo um tanto difícil para a conhecida “geração arroba” ou da tecnologia da informação. Bom dia e volte sempre ao nosso blog. Beijos querida em teu coração

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  2. Até currículo era enviado por carta .
    E os correios eram eficientes .
    Ótima publicação

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  3. Verdade minha amiga. Eu mandei vários curriculum vitae para muitas empresas e geralmente recebia respostas. Um dos empregos consegui via currículo enviado pelo correio e foi uma alegria enorme ao receber a resposta positiva e a marcação para entrevista. São coisas marcantes que ficaram na nossa história e os correios ajudaram a construir. Porém, temos que nos adaptar a era da velocidade, a era digital, do tudo online e manter nossos negócios em crescimento de acordo com as exigências do tempo presente.

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  4. Ainda uso escrever cartas /cartões e enviar pelo correio .
    Tem muitas pessoas que gostam .Fica mais personalizado.

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  5. Olá, continuo com o velho hábito de escrever cartas, cartões de aniversário de boas festas. Aguardo ansiosa muitas respostas que não chegam... muitos gostam de receber, não curtem responder. A tecnologia está a disposição para um tanto de pessoas. No entanto o acesso não é totalmente global como dizem.
    Deixei de conhecer muitos familiares pois não eram alfabetizados. Minha mãe não se alfabetizou, perderam se os contatos com as mudanças. Ela sempre valorizou o encontro entre os irmãos. Alguns encontros foram possíveis por conta da oralidade.
    Poderia continuar comentando muito mais...
    Por ora ainda hoje fico feliz de saber que as cartas enviadas em 2020 chegaram com sucesso aos destinatários. Abraços.

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    1. Não sei quem é, mas mesmo assim, seja bem vindo(a) ao nosso blog analiseagora.com volte sempre. Só pediria por gentileza que se identificasse para que pudéssemos estabelecer uma comunicação mais segura e pessoal. Eu fiquei muitíssimo feliz e grato em saber que gostou do texto e continua com este hábito maravilhoso de escrever cartas, cartões e esperar receber. Realmente são poucas pessoas que cultivam esta prática maravilhosa e emocionante de escrever cartas, cartões e boas mensagens para diversas ocasiões em plena era digital. É um hábito estranho para as gerações da tecnologia da informação, mas cultivo com muito orgulho. Geralmente todas as pessoas que me comunico com as boas e as amadas cartas, retornam e assim aos pouquinhos vai se restabelecendo essa antiga e boa forma de comunicação.

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