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A comunicação de outrora em cartas escritas à mão, existia emoções, os e-mails são gélidos.

Na era da tecnologia da informação excluíram -se distancia e as emoções nas comunicações.

A imagem mostra o envelope de correspondências nas cores do Brasil.
A imagem mostra o envelope de correspondências nas cores do Brasil.
A comunicação antigamente na sua grande maioria entre remetente e destinatário   era através de cartas escritas à mão, mas eram totalmente emocionantes, atualmente são todas eletrônicas, porém frias e descartáveis.
Na era da tecnologia da informação se excluíram as distâncias, o tempo e as emoções. Porém, incluíram -se a frieza nas formas e nos meios de comunicações digitais velozes. As gerações mais experientes podem relembrarem como eram emocionantes em tempos de outrora as comunicações a distância.
Por mais demorado que fosse a espera para receber uma carta de amor ou comercial, um cartão de datas especiais de todos os gêneros, os convites bem trabalhados para todas as ocasiões festivas, telegramas inesperado de boas de notícias ou até assustadoras, todos eram repletos de emoções.

A emoção de ler uma carta escrita à mão vinda de longe.

A emoção de ler uma carta de um familiar ou de uma namorada que moravam distantes simplesmente era indescritível. Tudo incluía pleno sentido e sentimento de ter a certeza do que a aquela carta foi escrita com muito carinho, pensamento voltado para quem estava a se escrever a força da mão firme. Na medida em que a pessoa sentiu saudades, ou através de muitos outros motivos se aprovisionava de todos os cuidados para elaborar uma linguagem clara e objetiva que de fato expressassem todos os sentimentos, emoções ou outros pretextos para se direcionar ao destinatário com anseio, conhecimento, expressar todos sentimentos. Preservar   a clareza da comunicação requintada do remetente para o destinatário.

Geralmente quem morava distante dos familiares, das amadas ou de alguma relação comercial sempre permanecia na angustiante demora para ter notícias. E quanto era decepcionante quando o carteiro passava direto na rua sem trazer nada de notícias. Porém no momento em o carteiro depositava qualquer correspondência na caixa do correio o coração começava a pulsar descontroladamente até chegar e apanhar a carta ou cartão para saber do conteúdo da qual chegara tal correspondência.

Quantas recordações ao receber uma carta elaborada a mão.

A imagem mostra o e-mal a  forma veloz na comunicação da era digital.
Todos os saudosos devem lembrar como era diferente pegar a carta olhar o nome do remetente e a procedência e numa rapidez abria o envelope, os olhos fitavam no conteúdo do início ao fim.  Quando era uma carta de amor sempre perfumada para construir um cenário real e aumentar ainda mais o elo amoroso. E lembrar vigorosamente a presença da pessoa amada e reavivar na mente o semblante da pessoa relembrando os momentos inesquecíveis mesmo a longa distância. Assim aconteciam com as demais correspondências, ainda que formada através de outros motivos sempre a emoção estava presente. Saber quem remeteu se precaveu de todos os cuidados para escrever, envelopar e ir até as agências dos correios, por que para muitos a agência permanecia a quilômetros de distância da casa. Depois da primeira leitura era guardada em um cantinho especial, com muito zelo para ser lida e relida muitas vezes. Observar o selo comemorativo colecionar ou doar para um filatelista conhecido completar sua coleção de selos únicos ou simplesmente trocar alguns diferentes para aumentar sua própria filatelia.

A ansiedade do remetente na certeza que a carta chegou ao destinatário.

Quem remeteu continuava na ansiedade para ter a certeza de que sua correspondência chegou às mãos do destinatário.  Esta dúvida só chegava ao fim quando o destinatário respondia e a assim era uma sucessão interminável das emoções nas comunicações de mil novecentos e antigamente. Tudo era carregado de emoção e calor humano. Nas datas especiais havia as trocas de cartões em calorosas mensagens dependendo da ocasião e o objetivo da amizade. As inesquecíveis viagens de férias, lua mel ou turismo era praxe mandar um cartão da cidade e lindas dedicatórias. Tudo era demorado e leva muito tempo para enviar e receber a resposta de volta, mas tudo tinha expectativa e emoção.   Um simples e importante tópico histórico. Quanto tempo o rei de Portugal levou para se obter notícias da comitiva de Pedro Alvares Cabral ao Brasil? Porquanto, deve ter sido emocionante ter lido a Carta de Pero Vaz de Caminha, exímio escritor português, relatando com precisão os detalhes das terras brasileiras.

A era gelada e veloz da comunicação.

A era da tecnologia da informação   eliminou a distância o lado positivo, agora tudo é instantâneo e em tempo real, mas lado negativo, exterminou as emoções, as curiosidades, a ansiedade do tempo de espera. Porém, estamos na era do gelo virtual! Tudo é gélido sem emoção e rapidamente descartado. Ainda que tudo permaneça gravado nos diálogos dos e-mails, caem no esquecimento na mesma velocidade que entram na caixa do correio eletrônico. Quantas e quantas correspondências virtuais não são lidas nem a metade do primeiro parágrafo. E, instantemente já entram enxurradas de várias outras que também não são lidas e vão direto para lixeira eletrônica, pois muitas são os detestáveis spans que atormentam e trazem grandes prejuízos para todos os donos de computadores e dispositivos móveis conectados à internet. Quantas vezes nuns simples descuidos os usuários derem um click em quaisquer desses abomináveis spans, os estragos serão consumados. Todavia todos eles são maliciosos e vem cheios de vírus perigosos quase invisíveis. Gente do mal que vivem a causar problemas a todos os internautas.

Hoje as cartas têm uma nova função a do temor e não do amor.

A imagem mostra o envelope tradicional dos correios do Brasil.
Portanto, o correio hoje tem uma função de mensageiro meramente comercial, pois raramente trazem boas e saudosas correspondências.   Os correios chegam a nossa casa sem que nem percebamos e geralmente trazem correspondências que já aguardamos rotineiramente. São aquelas corriqueiras e bem especificas cobranças, contas mensais, intimações policiais e judicias, multas de transito e muita propagandas indesejáveis que invadem e entopem a caixa de correspondência. Em tempos de espionagem as grandes empresas descobrem os nossos cadastros e começam a mandar suas campanhas de marketing de seus conglomerados. 

São os dois lados de uma mesma realidade.A comunicação de antes era atrasada em relação ao tempo e velocidade, mas eram recheadas de grandes surpresas e emoções românticas. Hoje tudo é modernizado e com tecnologias de última geração, se faz e reproduz uma comunicação em tempo real, mas gélida, sem surpresa e sem emoção logo se perde a expectativa e vira banalidade. Sem contabilizar os perigos de violação e espionagem quem anda oculto nos e-mails e que entopem nossas caixas eletrônicas dos computadores e dispositivos móveis conectados a web. Ainda prefiro receber uma carta escrita à mão para relembrar os tempos antigos meio no atraso, mas seguro e com uma grande dose de romantismo.

Quero deixar bem claro que já mais sou contra as novas tecnologias que facilitam a nossa vida na contemporaneidade, apenas estou comparando e mostrando as diferenças próprias entre uma forma de comunicação e outra e este aspecto da emoção que vivi nas antigas correspondências e nossa geração desconhece.

Comentários

Margarida Rios disse…
Quanta beleza e poesia. As cartas sempre me emocionam. Quando o envelope é aberto , podemos sentir o perfume das mãos que escreveram cada palavra retirada do mais fundo coração. Antes, quando o correio gritava nossos nomes, os corações disparavam. E vinham notícias cujas páginas recheadas perfumavam nosso dia. As palavras vibravam, vibravam...até hoje, ao abrir um livro, encontro uma carta intacta, meio amarelada pelo tempo, mas com o mesmo aroma da juventude. E cartas são valentes, não se apagam suas letras, independem de tomadas, chips, estão lá vivas e revivendo as melhores memórias. Lindo artigo. Lindo. Muito obrigada por me lembrar dos anos mais tenros da vida...
Cicero Barros disse…
Bom dia! Seja bem-vinda minha amiga Margarida Rios ao blog analiseagora. É uma alegria te receber. Espero que esta seja a primeira de muitas e muitas visitas para ler os artigos aqui postados e que os mesmos venham te interessar e completar as tuas buscas dos mais diversos assuntos que amas e estejas procurando respostas. Espero que as matérias do blog sejam de fato excelentes para complementarem as tuas pesquisas.
Há este grande contraste entre a comunicação antes e depois do advento da web. Tudo mudou e tem seus dois lados: a velocidade da informação instantânea e a saudade que surge em nossos corações das cartas escritas a mão ainda que eram demoradas tanto para remeter quanto para receber, mas havia emoções. Hoje na velocidade da informação tudo se perdeu. Todavia devemos aprender a conviver com a tecnologia que é necessária nos dias atuais sem perder o romantismo. Algo um tanto difícil para a conhecida “geração arroba” ou da tecnologia da informação. Bom dia e volte sempre ao nosso blog. Beijos querida em teu coração

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