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Qual a diferença entre votar na pessoa ou no partido? Nenhuma!

As eleições municipais de 2016 terá dois turnos o primeiro dia 02 de outubro e o segundo turno  no dia 30 de outubro.
A imagem mostra a frase: eleições municipais 2016.
Em nosso país a maioria da população tem um pensar errado sobre o momento de votar. A dúvida de muitos eleitores é votar na pessoa ou no partido?  Muitos cidadãos nem imaginam que votar na pessoa ou no partido não faz nenhuma diferença. Aqueles que pensam somente votar na pessoa e não no partido, pensa completamente errado. Por quer no momento em que alguém decide votar em uma pessoa por afinidade e amizade está votando também no partido.

Ainda que não goste do partido do candidato, mas gosta da pessoa que é filiada aquele tal partido, vota assim mesmo.  Nunca se pode esquecer que o voto no Brasil o voto é nominal, isso significa quando você vai às urnas para exercer o ato precioso de votar, na prática vai também votar no partido que seu candidato representa e defende. Ainda que a pessoa apresente discursos distintos, o projeto da sua coligação fala mais alto nos momentos das decisões importantíssimas para sua comunidade ou município. Porém, é imprescindível conhecer o posicionamento dos partidos para poder escolher também o seu representante nos poderes legislativo e executivo municipal. 



Esta mentalidade de votar na pessoa é errada e tem suas raízes históricas da época do período colonial onde os famosos “homens bons” que predominaram durante muito tempo na história política brasileira. Na época do Brasil Colonial os “homens bons” geralmente eram os   proprietários de terras e também eram classificados pela igreja católica de cristãos antigos e bem devotos. Certamente financiavam os gastos de todas as igrejas naquela época onde igreja e estado andavam juntos.  Era uma classe social seleta e dela eram   excluídos os escravos e todos os outros trabalhadores braçais. Havia uma espécie de subclasse social formada pelos novos cristãos sem pais declarados cristãos, porem seus avós pertenciam a esta classe de cristãos.   Todos eles dominavam as câmaras municipais daquela época e outras pessoas não tinham acesso ao poder.

Até hoje muitos cidadãos cultivam estas ideias erradas que remontam a uma época de dominação e exclusão política e social.  Quando qualquer cidadão afirma que irá   votar em fulano de tal, por quer ele é um “homem bom”, mesmo que não gosta do partido dele. Ainda estão pensando como na época do Brasil colônia. A partir desta posição política de muita gente, se pode   observar como a mentalidade humana é complexa para mudar e pode levar séculos para se eliminar completamente a mentalidade das pessoas de determinada sociedade. Enquanto, que os fatos históricos passam rapidamente a mentalidade das pessoas são difíceis    de serem transformadas.

Portanto,as eleições municipais de 2016  estão chegando. Os dias se aproximam tanto para o primeiro quanto para o segundo turno. Todos devem escolher as propostas do partido e da coligação e não simplesmente em tal pessoa por quer ela é considerada boa ou meramente tem empatia e imaginam que elas podem fazer tudo de bom para a comunidade ou o município está completamente errado. É fundamental conhecer as propostas do candidato definido no partido e também na coligação. Ler com muita atenção todos itens que fazem parte   do plano de governo para a cidade. Após as eleições cobrar energicamente do partido a cumprimento do plano de governo que foi apregoado durante o período da campanha eleitoral.   

Somente assim, se começará a ter uma política realmente participativa. E não meramente votar e abandonar as coisas durante quatro anos sem o mínimo de cobrança de quem foi eleito para zelar dos bens públicos. É importante cobrar a   aplicação dos recursos públicos que devem estar a serviço da comunidade municipal, através de políticas públicas para os setores essenciais que venham proporcionar qualidade de vida a todos os munícipes contribuintes, que pagam os pesados impostos, que muitas vezes não se sabe se retornam em benefícios sociais para os cidadãos.

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