Famílias poderosas têm vícios de controlarem os poderes políticos e econômicos nos municípios brasileiros.

 Os poderes políticos e econômicos são hereditários. 
As famílias   poderosas formam pequenos grupo que controlam o poder econômico, político e jurídico nas cidades brasileiras. É uma realidade que impera durante estes mais de quinhentos anos de história do Brasil.  Certamente está aí a gênesis de toda a corrupção deste país. Geralmente os pequenos municípios brasileiros carregam em sua estrutura administrativa uma marca viciada e bem semelhante aos feudos da idade média. Estas características viciadas são bem comuns nestes municípios de até 60 mil ou mais habitantes. Nestas cidades os poderes econômicos e políticos são rateados entre os grupos de famílias poderosas econômica e politicamente que ditam as normas destas cidades em relação a quem vai assumir o poder e também se comportam da mesma forma em relação ao poder econômico.

Estes vícios das pequenas cidades brasileiras daria uma boa tese para os pesquisadores da área da sociologia e da antropologia para fazerem excelentes estudos para esclarecer o porquê dos pequenos e médios municípios brasileiros continuarem em pleno século XXI com estas caraterísticas de feudos, porém contemporâneo e sofisticado. No início da nossa história sempre estiveram presentes à figura do coronel, do senhor de engenho, do homem bom, estes personagens reais da história, sempre exerceram pesadas influências em todos os setores da sociedade brasileira, principalmente nos pequenos municípios do Brasil. Talvez venha daí este estigma viciado de concentração do poder nas mãos de poucos mandatários brasileiros e se estendendo para o setor econômico. 

Observem bem que nestes municípios que existem os grupos familiares poderosos e seus descendentes, continuam no poder econômico de maneira hereditária e, além disso, há os subgrupos com menos poderes, mas que tem uma participação grande na vida da população em geral. São verdadeiros clãs poderosos que comandam todos os setores econômicos do município e o restante da população trabalham para eles, aumentarem a fúria avarenta de seus negócios e domínios econômicos. Estas famílias geralmente comandam todos os setores da economia, como as indústrias, imobiliárias, construção civil, grande parte do comércio, empreiteiras, farmácias, clínicas de toadas às especialidades da saúde humana e clínicas veterinárias etc. Na maioria das vezes, também comandam as demais empresas prestadoras de serviços tais como advogados, médicos, transportes coletivos, negócios financeiros, cartórios de registo de imóveis, de registros especiais, escolas particulares, postos de combustíveis. Nos municípios de caraterísticas rurais são bem conhecidos pelos os grandes produtores de vários segmentos alimentícios para a exportação e também na pecuária, diminui ainda mais o número de famílias que detém o poder econômico e político nestas localidades de cunho agropecuária.

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O cofre de dinheiro simboliza o poder econômico que as famílias poderosas a partir daí controlam tudo.  

Quanto à questão política a predominância se estanca para uma minoria de famílias. Estas se perpetuam no poder de geração para geração trocando entre si, simplesmente entre siglas partidárias convenientes que as facilitam a manutenção do poder. Estes poderes se alastram nos bastidores seja através de concursos públicos que filtra uma parcela dos familiares, mas existem outras vias que muitos permanecem no poder municipal, uns dos meios famosos e conhecidos são os famosos “ccs”, (cargos de confiança). Mesmo que tenha amparos legais no meu pensar de leigo. Não sou formado em nenhuma ciência jurídica, mas avalio pelo senso comum, que são cargos imorais. No serviço público deveria prevalecer o princípio da igualdade para todos. Em qualquer setor deveria imperar a transparência, nada de cargo de confiança sem clareza total, do contrário isto demonstra obscurantismo, apadrinhamento, clientelismo, nepotismo etc.

O setor público tem uma porta justa para todos entrarem mostrando competência e consecutivamente confiança absoluta regida pelo próprio estatuto do servidor. Estas coisas acontecem em grande intensidade nas cidades menores, mas pensando melhor, são práticas presentes também nos municípios de médio e grande porte, mas de uma forma velada. Os cargos de confiança estão em todos os setores das administrações públicas deste Brasil.

Em décadas passadas esta realidade era mais escancarada em todo o país desde o clientelismo até funcionários públicos fantasmas que eram práticas comuns no meio público em todos os recantos deste país. As mudanças ocorridas ao longo deste sadio período da democracia brasileira, eliminou estes casos abusivos de nepotismo nos serviços públicos. Porquanto, todos os cidadãos devem ficarem em alertas quando desconfiarem de qualquer ação neste sentido e denunciar aos órgãos e poderes competentes para averiguar, caso constatado como nepotismo e punir os culpados ao rigor da lei.🔨