O verbo achacar fez o ministro da educação pedir demissão.

o verbo achar tem um peso importante no meio politico brasileiro
Existem alguns vocábulos marcantes na história política do Brasil. Entre tantos apareceu o vocábulo    achacar que é verbo transitivo direto. Porém, no contexto da situação na qual foi pronunciado achacadores encontra-se na classe gramatical como substantivo e adjetivo no plural.  É o mais pronunciado, comentado, discutido nas redes sociais e nos meios de comunicações em geral do Brasil. Esta palavra levou o ministro da educação pedir demissão do cargo por que entrou em conflito com a Câmara dos deputados, quando foi convidado a dar esclarecimentos sobre quais deputados se referia.  Tudo começou depois que veio à tona a informação de que Cid Gomes afirmou que existe “400, 300 deputados achacadores” no parlamento, que gostam de ver o governo frágil, para tirar mais proveito. As afirmações foram feitas no dia 27/02/2014 na capital do Estado do Pará em Belém.  Durante palestra para os estudantes da Universidade Federal do Pará.


Mas o que significa mesmo esta palavra achacar?

“Segundo Francisco de Saraiva Luiz, em seu “Glossário de Vocábulos Portuguezes”, de 1837, achacar, significa: acusar a alguém dolosamente de crimes e maldades, ou de graves defeitos; imputar maliciosamente e com mentira; levantar falsos testemunhos; caluniar. Segundo ele o termo vem do hebraico achaq, que significa: explorar, espoliar, extorquir, lesar, vexar, oprimir, injuriar com calúnia, impor falsos crimes (do latim: dolo, fraude, malis artibus aliqueem defraudare, circumvenire, oprimere), de onde vem achaque: defeito, vício, sestro físico ou moral. O verbo achacar tem ainda o sentido de adoecer, cair doente, enfermar. ” (Fonte: etimologista, Iba Mendes).

Podemos perceber quão rica em significados destinados aos maus políticos. Imaginem o peso dessa palavra exerce sobre o parlamento atual que realmente está: repleto de deputados corruptos e achacados exploradores da nação brasileira. Quando alguém que está no poder, conhece a realidade e resolve falar a verdade.   Essa verdade cai como uma carapuça naqueles que se encaixa nesta categoria. Toda a verdade dói, e quando recai sobre aqueles que roubam o povo, eles ficam raivosos, não aceitam essa classificação, se sente feridos e logo convoca quem disse a verdade para dar explicações.

Foi o que ocorreu com o ex-ministro da educação que não omitiu a verdade e como consequência veio a pedir demissão do cargo. Geralmente quem fala a verdade contra o parlamento neste país é punido e quem a omite do povo mesmo sabendo que está cometendo falso testemunho absolutamente nada acontece. É cômodo permanecer na omissão do que se incomodar falando a verdade. Entretanto, doa a quem doer sempre deve falar a verdade, principalmente quem está a serviço do povo como os parlamentares e os ministros de estado. É uma questão de ética falar a verdade.

Este caso me lembra do episódio semelhante quando o ex-presidente lula quando deputado federal mais votado representando o Estado de São Paulo. Ele denunciou que lá no Congresso Nacional existia “mais de 300 picaretas” fazendo referência a polemica dos anões do orçamento daquela legislatura. Até a banda Paralamas do sucesso compôs uma música com esta autêntica frase do Lula. “Há no congresso uma minoria que se preocupa e trabalha pelo país, mas há uma maioria de uns trezentos picaretas que defendem apenas seus próprios interesses” (Luiz Inácio Lula da Silva, em 1993). Naquela época a polemica foi exagerada. Mas como disse a verdade os atingidos pela picaretagem não puderam fazer muita coisa e nem levar o caso adiante.



Portanto, a política brasileira tem de tudo inclusive estas pérolas históricas que permanecem para sempre na memória do povo brasileiro. Sempre em meio às crises políticas e econômicas a farpas entre os políticos surgem e muitas delas derrubam ministros e parlamentares são cassados por quer provocou decoro parlamentar. A bola da vez é o vocábulo “achacadores” que fez o ministro da educação pedir demissão do cargo dia 18/03/2015, para dar explicação do que afirmou em Belém-PA.   A Câmara dos deputados está infestada de 300 a 400 deles que "achacam" uma fórmula de oprimir e fragilizar o governo. Eles querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas impositivas. A partir daí a crise foi instalada entre o ministro e os deputados à alternativa foi o preço de pedir demissão do cargo. São coisas raras da política nacional.