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Os cursinhos complementam o que a escola não fez durante a formação dos alunos.

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Quando a escola não ensina os cursinhos complementam.
A indústria dos cursinhos no Brasil se multiplica na proporção em que a escola, deixa de trabalhar os conteúdos básicos das áreas do conhecimento. Você já observou que em todas as cidades brasileiras dependendo do tamanho e número de habitantes sempre existe um ou muitos cursinhos: pré-vestibulares, preparatórios para conclusão do ensino médio, Enem, concursos públicos em gerais, autarquias, ou algumas empresas que fazem provas internamente. 
Todos estão lotados de candidatos a uma vaga para qualquer competição em concursos públicos, e geralmente existem listas de esperas para o semestre seguinte.  As salas estão lotadas, algumas além de sua capacidade. Os alunos são egressos de todas as instituições de ensino que estão pagando um alto preço para se aventurar a concorrer a algum cargo público ou alguma vaga para o ensino superior.

Tudo isso é uma consequência da combinação de um ensino deficitário nacional que faz pipocar cursinhos preparatórios por todo o Brasil. É sinal que o nosso sistema educacional está: desprovido de tudo é ineficiente, os alunos precisam de complementação para seguir adiante após terminar o ensino regular nas escolas sejam elas públicas ou particulares. Evidentemente que neste universo educacional tem algumas instituições ensino a nível público ou privado que preparam os alunos, mas é um número muito reduzido. Estes são os privilegiados e não mais precisam pagar um curso preparatório para seguir adiante seja para o ensino superior ou concorrer a uma vaga para um cargo público desejado.


Hoje em nosso país existe uma verdadeira indústria de cursos preparatórios para tudo, para todos os gostos e bolsos. Estes famosos cursinhos preparatórios que se alastram por todo o país são sintomáticos. Traz-nos um diagnóstico preocupante e que precisa de medidas governamentais urgentes para melhorar a qualidade de ensino em nosso país. A base precária tem seu início nas series iniciais passando pelo ensino fundamental e revelando enfaticamente as mazelas da nossa educação na conclusão do ensino médio brasileiro. Está decadente realidade do sistema educacional falho se evidencia também quando os discentes ingressam no também no ensino superior. Quando na conclusão do ensino médio o aluno sai despreparado para enfrentar qualquer situação e se sente incapaz de encarar qualquer competição onde se exija domínio em todas as áreas do conhecimento. Ora! Não é de se esperar grandes novidades principalmente na área do ensino público; onde não existem condições dos docentes fazer um bom trabalho pedagógico adequado com os alunos. E, além disso, os professores são pessimamente remunerados e consequentemente humilhados e desmotivados para promover um ótimo desempenho em sala de aula.

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Os professores no Brasil são pessimamente remunerados.

O mais grave é que muitos destes cursos preparatórios não são de confiança, são fachadas, os donos são meros mercenários que não estão preocupados nenhum um pouco com a preparação ou formação de ninguém. Muitos deles trabalham conteúdos em apostilhas ultrapassados e fora do contexto. E vem de contramão dos conteúdos exigidos pelo Enem, vestibulares e dos concursos públicos. Muitos destes cursinhos nem professores habilitados para ensinar adequadamente os conteúdos têm.

Obviamente que não são todos, tem aqueles que zelam pelo seu nome, sua reputação diante da comunidade, até tem aqueles que usam uma metodologia e didática melhor do que muitas escolas e os alunos aprendem com mais facilidade. Tem professores que são exímios conhecedores de suas disciplinas e fazem um excelente trabalho resultando em alto índice de aprovação dos candidatos a uma vaga em concursos ou para universidades e o próprio Enem.    Muitos cursinhos tem uma preocupação em ensinar e não somente ganhar dinheiro, mas principalmente pelo crescimento e o futuro dos alunos e pessoas que procuram estes cursos preparatórios como reforço e acréscimo de conteúdos que as escolas deixaram de trabalhar. Ou por muitos motivos dos próprios estudantes que em seu período de formação não levaram a sério a seus estudos.  Porém, não nos iludamos, são poucos que fazem isso e tem esta preocupação em preparar turmas e turmas de alunos visando gabaritar as provas dos concursos públicos, Enem e vestibulares.

Portanto, existe uma situação de carência para muitos alunos que terminaram o ensino médio e precisam de uma complementação seja para seguir com os estudos ou para começarem a trabalhar. Atualmente o mercado de trabalho exige no mínimo a conclusão do ensino médio. Todavia, os estudantes que concluíram o atual ensino médio a maioria deles não se encontra preparados o suficiente para enfrentar, por exemplo, as provas do Enem, dos vestibulares ou dos concursos públicos de todas as áreas e esferas governamentais.

E se realmente as nossas instituições de ensino capacitassem os nossos alunos visando enfrentar sem medo estas situações futuras e não haveria tantos cursinhos espalhados por todos os recantos deste país. Gerando um mercado lucrativo para os donos destes famosos cursinhos pré-vestibulares e preparatórios para outras áreas de ensino e trabalho. Eles complementam o que a escola deixou de ensinar por uma grande lista de motivos bem conhecidas por todos os professores e estudantes. Obrigação dos nossos governantes de proporcionar uma escola pública e de qualidade para todos. Dinheiro existe falta vontade política para investir pesadamente na educação. Hoje em nosso país há uma política educacional que direciona os jovens simplesmente para o trabalho e não para encaminhar para o pensar. O ensino técnico tem esta filosofia de simplesmente instruir para o trabalho e não fazer pensar a realidade do trabalho, a vida, a sociedade e toda sua engrenagem de funcionamento.