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O magistério do RS rumo a greve geral

A CONTÍNUA EFERVESCÊNCIA DA EDUCAÇÃO DO RS É POR QUER O GOVERNO NÃO CUMPRE A LEI DO PISO DO MAGISTÉRIO E OUTRAS REVINDICAÇÕES DA CATEGORIA.


Nestas últimas décadas a educação do RS não tem paz durante  todo o ano letivo. Geralmente no inicio das atividades educacionais vem acompanhadas de preocupações e ao mesmo tempo já se prever grandes ebulições para todo o ano escolar em andamento. Este ano de 2014 não vai ser diferente e promete ser bem agitado por que estão havendo descumprimentos por parte do governo das reivindicações justas para com os trabalhadores em educação.
professores em passeata foto de Gabriela  correia

Nestas últimas décadas a educação do RS não tem paz durante  todo o ano letivo. Geralmente no inicio das atividades educacionais vem acompanhadas de preocupações e ao mesmo tempo já se prever grandes ebulições para todo o ano escolar em andamento. Este ano de 2014 não vai ser diferente e promete ser bem agitado por que estão havendo descumprimentos por parte do governo das reivindicações justas para com os trabalhadores em educação. Por traz desta efervescência certamente existe um setor pensante promovedor desta situação de agitação na pasta da educação. Este setor sublime para o futuro dos nossos filhos e da sociedade, cada vez mais é desvalorizado e desrespeitado por que quem deveria ter o máximo de zelo.

Este ente pensante e gerador de todas as mazelas que envolvem a educação em uma tremenda confusão são os administradores públicos estaduais. Esta realidade de confusão e todos os problemas da educação vêm ocorrendo durante as últimas quatro ou mais décadas. Permaneçam atentos e observem que cada governo que entra no Palácio Piratini empurra com a barriga as mazelas da educação para o próximo governo e assim sucessivamente todos não cumprem com seus compromissos assumidos em épocas de campanha eleitorais.

Após serem eleitos os governos simplesmente colocam os compromissos assumidos na lata do lixo.  As propostas de melhorias para a educação pública e os acordos que visavam criarem condições dignas de trabalho para os educadores, todos os gestores públicos engavetam definitivamente no ostracismo politico. Estas promessas são destruídas ao longo de cada mandato: pelo mofo, ácaros e traças da má vontade pública e principalmente politica; em tentar iniciativas práticas para resolver os problemas históricos que vem correndo na educação publica do RS. Entre os vários problemas que desmontam o sistema educacional gaúcho o governo poderia começar resolvendo os mais urgentes tais como: a questão salarial, falta de professores e a estrutura física das escolas que estão em estado arruinador. Isso somente vem a prejudicar o entusiasmo dos alunos de quererem ir à escola. Atrapalha o bom desempenho dos trabalhos dos professores no quesito ensino aprendizagem.
A questão salarial hoje é uma situação urgentíssima, o governo deveria se empenhar politicamente para proporcionar aos trabalhadores em educação o pagamento do piso nacional do magistério. O governo pagando um salário justo que venha a motivar os educadores, para desempenharem suas funções em paz e serenidade sem a preocupação de faltar dinheiro para à alimentação em casa e quitar suas contas e compromissos com outras entidades financeiras. Todos os educadores dependem do seu salário extraído do seu trabalho para viver em dignidade e desempenhar uma atividade de excelência como profissional da educação. Certamente o professor se sentiria na tranquilidade para trabalhar e o seu desempenho profissional seria altíssimo e quem ganharia nesta situação de bom desempeno são os alunos e absolutamente em longo prazo a sociedade.
propostas aprovada pelo conselho geral ampliado do cperes/sindicato

Quando esta tranquilidade não há entre os profissionais da educação naturalmente começa surgir à insatisfação, a desmotivação para se trabalhar em paz. As consequências são conhecidas por toda a sociedade. Os trabalhadores em educação tem o pleno direito e o dever de lutarem por seus direitos e por um salario justo. A única ferramenta legal que todos os profissionais dispõem é a greve, um direito constitucional. A greve já está sendo pensada e construída há muito tempo pelos professores como forma legitima de pressionar este governo a honrar os seus compromissos aos trabalhadores em educação. Nós os gaúchos temos um governo que usa de subterfúgios da lei para não pagar integralmente o piso nacional do magistério e em vista deste desrespeito aos trabalhadores em educação todos tem uma defasagem salarial lamentável. Se hoje o governo gaúcho cumprisse com a lei do piso dos professores como manda o MEC os professores não estariam num prejuízo tão vergonhoso. Estes prejuízos jamais os educadores serão ressarcidos. Ainda que se entre com ações judiciais para cobrá-los levariam um tempo incomensurável, correndo o risco de serem roubados por alguns escritórios de advocacia.  Lembrem-se deste último episódio dos precatórios aqui no RS. A fraude milionária de mais 400 milhões nestes últimos anos. Confiar em quem?

O piso do magistério é lei e, no entanto é uma lei que está sendo desobedecida por um governo que deveria dar o bom exemplo do cumprimento das leis. Mas, continua a abonar um mau exemplo, praticando o não cumprimento de uma importante lei federal que tem repercussões imagináveis na vida dos educadores.  Somente o governo do estado do RS faz questão de não enxergar. O tempo vai passando, o governo vem dando um péssimo exemplo de administrador público, como um descumpridor da lei, ainda apoiado por brechas jurídicas, logo se tornando um fora da lei. Muito estranho que os defensores das leis não fazem nada para obrigar o governo a mudar esta situação de desrespeito aos trabalhadores em educação, que também tem consequenciais para a sociedade em geral. 

   
cartaz da assembléia geral de 14/04/14

Portanto, no dia 14/03/14, às 13h30min no ginásio do Gigantinho em Porto Alegre RS. Todos os trabalhadores em educação na assembleia geral instancia máxima de deliberações da categoria. O que for votado todos devem acatar por isso a presença neste dia é imprescindível para todos os trabalhadores em educação decidir pela greve geral por tempo indeterminado ou continuar trabalhando fazendo a vontade do governo e recebendo um salário abaixo do que determina a lei. A escolha é sua professor e funcionário de escola. Dia 14/03 não é dia de ir para escola é dia de todos irem para a assembleia geral organizada pelo nosso sindicato. O Cpers/sindicato é o nosso representante legal todos devem manter o que for decidido neste dia decisivo para o ano letivo de 2014. Se a maioria soberana decidirem pela greve por tempo indeterminando automaticamente todos assumem um compromisso sério para dar sustentação à greve. Esta participação é fundamental para fazer pressão ao governo para atender as reivindicações dos trabalhadores em educação. As ameaças certamente vão aparecer por parte do governo para intimidar o movimento dos professores em greve. É uma prática constante para esvaziar a greve e por isso todos devem permanecer atentos às pressões e não ter medo  de seguir adiante até que se haja ao atendimento das reivindicações da categoria.  

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