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Antigas reivindicações salarias dos professores do Brasil.

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Governadores e prefeitos são os fora da lei os caloteiros públicos.
Este ano a educação a nível nacional promete muitos debates e movimentos através das centrais sindicais representantes dos educadores para cobrarem de quem vigia o pagamento salarial dos mestres. Este ano o piso salarial dos professores vai ter reajuste e muitos governantes e prefeitos deste país irão se unirem para não pagarem este pequeno aumento para os bravos educadores.  Uma das principais lutas dos trabalhadores da educação brasileira, a Lei Nacional do Piso do Magistério, promulgada em 2008 (Lei 11.738/08), ainda não é respeitada por 07 estados brasileiros. E outros 14 estados não cumprem integralmente a lei, o que inclui a hora-atividade, que deve representar no mínimo 1/3 da jornada de trabalho do professor.

Apenas o ano iniciou e as antigas e justas reivindicações salariais dos professores do Brasil chegaram à mesma velocidade do tempo. O valor do piso nacional do magistério, atualmente tem valor de R$ 1.917,78. Incide a partir do mês de janeiro um novo valor de R$ 2.135,64. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, confirmou que o novo piso salarial dos professores terá aumento de 11,36% a partir de janeiro de 2016.Isto após muitas discussões e portarias e cálculos intermináveis chegaram a esse denominador comum para o salário dos professores, que por dignidade deveria sem bem mais do que o governo e ministros decidiram.

Muitas prefeituras e Estados brasileiros vão procurar inúmeros argumentos falaciosos para não pagarem esse valor salarial definido pela lei do piso. No convencimento forçando a opinião pública acreditar que o pagamento, deste aumento aos trabalhadores da educação vai prejudicar outros serviços à comunidade.

Porquanto, se fosse para qualquer outra atividade que não tenha nada a ver com a educação, tudo ficaria no silencio sepulcral. Absolutamente não haveria gritos e lamentações, se pagaria tudo na maior normalidade e tranquilidade dos cofres públicos. Cofres estes abastecidos simultaneamente através dos pesados impostos dos cidadãos brasileiros, que tem a mais pesada carga tributária do mundo, pouco revertido a seu benefício via serviços públicos.


Mais uma vez fica comprovado que a educação neste país nunca foi e nunca será prioridade. A lei do Piso Salarial Nacional do Magistério aprovado pelo então Presidente Luís Inácio da Silva em 2008. Até hoje tem muitos municípios e Estados do Brasil, que nunca cumpriram esta lei federal, que é fundamental para os professores, terem pelo menos um referencial do salário dos docentes a nível nacional. Isto não significa que os docentes estão contentes com este salário estão bem felizes e tranquilos. O Professor para estar apto a assumir a uma sala de aula percorre um longo e íngreme caminho. Faz altíssimo investimento na sua formação sem muita perspectiva de uma satisfação financeira e profissional em fim de carreira, quando chega se aposentar; muitos adoecem por quer trabalham em excesso na educação. Tudo causa da violência crescente nas escolas públicas, está se tornando um trabalho insalubre. Juntando-se a outros fatores que levam a um rápido processo de desgastes, estresse, depressão e outras doenças geradas na profissão do magistério, muitos mestres são aposentados por invalidez.

Muitos não conseguem pagar as prestações do curso que contraíram   na universidade ou faculdade. Muitos se formam saem endividados com a instituição de ensino superior e vão trabalhar para quitar as parcelas em aberto e sobreviver com este salário que parece ser exorbitante para muitos da nossa sociedade e principalmente para chefes do poder executivo ou do governo do Estado. Lamentáveis aqueles que desconhecem o sofrimento dos professores estão passando para sobreviverem.

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A imagem mostra a lei nº 11.378/208 referente ao piso nacional do magistério.

O Estado do RS é um péssimo exemplo para a educação, O Governador José Ivo Sartori paga pessimamente mal seus professores e funcionários das escolas. Hoje o governo gaúcho, fora da lei, é um dos cinco governadores dos Estados do Brasil que até agora não cumpriram com a lei n° 11.738, a lei do piso. Segundo a Lei do piso nenhum professor do Brasil trabalhando 40 horas semanais poderá receber menos que prever R$ 2.135,64. Simplesmente o governador do RS está pagando aos trabalhadores em educação um valor pífio, fora da lei R$ 1.260,16 por 40 horas semanais. O pior o é que o governo ainda tem a capacidade de parcelar este vencimento salarial de fome.  Sabemos que qualquer outro profissional ganha superior a este valor e todos deve trabalhar e receber um salário digno e justo pelos seus esforços. Nunca deve se esquecer de que todos os profissionais passaram pela orientação de um educador.   Uma nação desenvolvida valoriza os seus profissionais da educação proporcionando um salário digno que venha criar condições de qualidade de vida e consequentemente promover com seus discípulos uma educação de qualidade.

Portanto este ano mais uma vez todos os educadores deste Brasil continental devem seguir as orientações de seus sindicatos e da central sindical que luta para garantir os direitos dos seus filiados. Os mestres devem ter consciência de que seus direitos serão respeitados quando todos forem à luta, organizada por seus sindicatos e a participação ser intensa de todos os educadores deste país nos debates e movimentos de pressão. Não adianta trabalhar e não participarem das deliberações das assembleias promovidas por suas entidades representativas frente aos poderes que cuidam da educação neste Brasil.

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