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O magistério do RS luta por dignidade


A LUTA DO MAGISTÉRIO GAÚCHO NÃO TEM FIM

Imagem da direção do CPERS/Sindicato com os deputados Estaduais do RS ,os governistas  antes da votação do projeto do governo.Numa tentativa de propor uma negociação como o governo do Estado, no sentido de modificar a proposta parcelada, para uma proposta de pagamento em parcela única, os docentes usaram a tática de pressão junto à bancada governista, ocupando a sala da bancada do PT. Numa tentativa de comprometimento do partido com o magistério, exigindo alterações no projeto de lei. No entanto os deputados simplesmente descompromissaram com os trabalhadores em educação e vão votar segundo a batuta do governo.
reunião do cepers e deputados
A luta do magistério do RS parece não ter fim como sempre entra governo e sai governo e nunca cumprem com as propostas de campanha em período eleitoral. Todos os governadores se elegeram sempre defendendo as reivindicações dos professores melhorias na educação. No momento que são eleitos todos eles se esquecem de tudo que foi prometido e debatido junto à sociedade e com ênfase a comunidade escolar. Preocupante a situação dos eleitos. Incrível mas parece que  propositadamente  todos são vítimas de síndrome generalizada amnésia governamental. Tudo que é proposto em plena campanha ao serem eleitos às propostas relacionadas principalmente em relação à educação vão parar nos arquivos mortos da administração pública

Enquanto isso o magistério para não perder seus direitos todos previstos em lei, é obrigado a manter uma pauta de lutas constantes para fazer valer suas conquistas a base de muitas lutas.  Principalmente relembrar ao governo que sofre de esquecimento, do que foi acordado em campanha.  Assim, a base da pressão constante gera-se um grande embate e muitas vezes não cumpre as propostas de campanha e simultaneamente, também descumpre com os direitos dos professores e a educação nas suas deficiências.  Até os direitos garantidos em lei no polêmico caso do descumprimento do piso dos professores uma lei Federal ratificada pela Corte Suprema do Brasil. Apesar de tudo isso, desempenha o não pagamento do Piso Salarial Nacional do Magistério. Um direito garantido em lei, mas justifica não poder pagar por falta de recursos. Estranho que para outras demandas do Estado não falta capital suficiente para aplicar e fazer obras suntuosas,a educação sobra migalhas.
Imagem do ex.Presidente Lula observando em um microscópio o salário do professor,deve ter ficado bastante admirado
Lula observando em microscópio o salario do professor 
O governo do RS vem comemorando um Rank decepcionante com o magistério, já ultrapassou a barreira dos mais de 720 dias sem pagar o P.S.N.M (Piso Salarial Nacional do Magistério). Este direito que é uma lei federal, porém o RS e mais cinco Estados da Federação sempre encontraram manobras para não cumprirem este direito dos trabalhadores em educação. O governo do estado já fez de tudo para não cumprir com esta lei, até impetrou como uma famigerada ADIN, nº 4848 no STF, questionando valores de indexadores não conseguiu êxito e foi indeferida pelo próprio Supremo.

Mais uma vez o impasse está criado o governo alega que não existe dinheiro para cumprir com o pagamento que os docentes gaúchos exigem. Os educadores mandaram uma proposta cobrando o pagamento da lei do P.S.N.M, em parcela única de 28,98%%. Porém o projeto do governador enviado a Assembleia Legislativa com o mesmo índice é dissolvida em três longas    parcelas até o final do mandato em 2014.Sendo que a primeira seria paga apenas  em novembro de 2013 e ficando mais duas para serem quitadas em maio e novembro de 2014.
O CPRES/Sindicato não aceita, esta proposta descabida do governo por que a mesma não permite o cumprimento da lei do P.S.N.M. Isto por quer há uma discrepância em relação a valores.  O magistério corre o risco de permanecer no prejuízo recebendo abaixo do salário básico. Analise agora: * em 2014 o valor do básico, de acordo com o projeto, seria de R$ 1.260, enquanto o valor do piso, em 2012, já é de R$ 1.451. O reajuste para 2013, segundo o DIEESE  é de 21,24%, o que elevará o valor do básico para R$ 1.759,19.* (fonte: CPRES/Sindicato).



                                


Numa tentativa de propor uma negociação como o governo do Estado, no sentido de modificar a proposta parcelada, para uma proposta de pagamento em parcela única, os docentes usaram a tática de pressão junto à bancada governista, ocupando a sala da bancada do PT. Numa tentativa de comprometimento do partido com o magistério, exigindo alterações no projeto de lei. No entanto os deputados simplesmente descompromissaram com os trabalhadores em educação e vão votar segundo a batuta do governo. Em resposta a direção do Sindicato permanece em vigília em frente O palácio Piratini e a Assembleia Legislativa, na democrática Praça da Matriz, em Porto Alegre, para pressionar os deputados a mudarem a proposta do governo do RS.

A luta dos docentes do Brasil por melhores condições salariais e de trabalho é um compromisso de toda a sociedade brasileira que dependem da educação. Neste país e, sobretudo no RS onde a educação agoniza; a luta deve ser inflexível para obter com muito sacrifício melhores condições nos salários dos mestres para poderem resgatar sua dignidade humana e profissional. A partir deste ponto terão condições de serem motivados a trabalharem na certeza de sua valorização profissional; responsáveis para formar com excelência os demais profissionais deste Estado. Estes   serão direta e indiretamente os  promovedores  do desenvolvimento econômico em todas as áreas.Sem professores bem remunerados ,não há qualidade na educação e consequentemente não haverá desenvolvimento,nem neste Estado e nem no Brasil.O desenvolvimento amplo de qualquer nação passa pela educação.
Imagem dos professores gaúchos na vigília na praça da matriz em Porto Alegre-RS
professores em vigília 
 A educação no RS for vencida pela intransigência governamental, vai ser semelhante à Revolução Farroupilha, vencida pelas tropas do Império brasileiro, qualquer semelhança talvez não seja mera coincidência. Uma luta in gloria, tanto dos farroupilhas, quanto da educação no RS, que pode se estender para o país inteiro, caso esta política que visa minar a educação de todas as formas não seja urgentemente riscada do panorama nacional e regional. Se as nossas autoridades não pensarem melhor e não perceberem que a educação é o melhor caminho para superar a ignorância e combater o atraso, o subdesenvolvimento sempre será preso à caverna das trevas, mesmo sendo a sexta economia do mundo.          


Comentários

  1. Meu amigo Cícero, falo como gaúcho, filho de professora também gaúcha. "Perdi" muitos dias de aula, mais de 90 numa única greve em 1985 se minha memória não me solapa, entre outras tantas que enfrentei durante o tempo em que estudei no RS. Participei com minha mãe de apitaços, assembleias, deliberações, reuniões de todos os tipos e nunca, repito NUNCA houve resposta positiva dos governos do RS com relação aos professores. Uma luta que minha mãe perdeu. Vejo que nada mudou por aí...
    http://mateusemiliomazzochi.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Bom tarde Amigo Mateus!
      Tens toda a razão o RS tem dado um passo a traz em relação à educação, a cada governo que entra no Piratini. A nossa luta esta cada vez mais sendo minada pelos conchavos partidários.Ontem aconteceu mais uma derrota da nossa categoria o projeto do governo passou com facilidade na Assembleia e com isso cria mais desanimo para os professores e consequentemente é a educação que pede e finalmente o aluno.O nosso Estado tem perdido muito em educação em relação aos outros Estados.Leia um artigo que fiz “a educação do RS agoniza”.Deus o abençoe.

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