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Alerta a democracia latino-americana




imagem do povo Paraguai exigindo força ao presidente Lugo

O recente episódio antidemocrático ocorrido no Paraguai, atitude lamentável, dos que querem despertar um perigoso fantasma, que ronda e assombra a democracia em toda a América Latina. Todos os nossos chefes de estados latino-americanos, mais do que nunca devem permanecer em alertas com relação ao que aconteceu aos princípios democráticos do país irmão e procurarem urgentemente enjaularem, esta assombração ameaçadora que pode tolher a liberdade política do povo Paraguai e de outros países vizinhos.
 Procurar com todas as formas e setores políticos da sociedade latina organizada, evitar que este monstro chamado ditadura sanguinária arquitetada, por golpes contra os governos constituídos democraticamente ressurja dos escombros e cinzas, de milhares de inocentes vitimas da abominável operação condor, em diversos países da América Latina. As autoridades façam uso da diplomacia e energicamente obriguem simpatizantes dessas idéias ditatórias e da feroz operação, também conhecida como carcará, a voltar a adormecer nas trevas do esquecimento infindável e nunca mais se espalhe pelo continente. A América Latina saiu de uma história recente de terríveis ditaduras que deixaram cicatrizes em aberto e muitos questionamentos sem respostas, muitos criminosos do poderes violentos na impunidade, muitos famílias sem saber paradeiros de parentes e amigos. Alguns países a democracia está solidificando, outros continuam em processo lento de amadurecimento para uma democracia íntegra. Tem vários países onde prevalece a existência de uma grande fragilidade democrática em todos os âmbitos da sociedade. Muitos não se recuperam da carnificina que as ditaduras violentas provocaram em seu povo. No caso especifico do Paraguai este um lento processo democrático e muito tímido devido a vários fatores internos que a história comprova. Tanto que destituir, um presidente eleito pelo voto popular, com um impeachment em 48 horas, um rito sumário, mostra a imaturidade de um país que adota um regime democrático feito de superficialidades, que promove com facilidades ao nascimento de golpes com estratégias que levarão, mais uma vez, ao sofrimento do povo, que já são historicamente padecidos. Mesmo respeitando as regras constitucionais deste país, fica evidente, que o ritual veloz para um processo de impeachment, revela com clareza que a democracia no Paraguai é muito frágil. Percebe-se que estão ainda nos primeiros passos, para se chegar a uma consolidação definitiva. Os fatos demonstram isso, há uma democracia de aparências. O exemplo de lá serve para os demais países da nossa querida América Latina não permitir que a maldição da ditadura se espraie aos demais países. Os organismos que unem esses países como a UNASUL,MERCOSUL, OEA e até mesmo a ONU devem tomar decisões duras a este golpe, na história do Paraguai e procurar mecanismos legais até que venha estagnar qualquer iniciativa de grupos radicais pró-ditadura. Este governo não deve ter o reconhecimento dos países amigos, como sendo um governo legitimado pela democracia, devem repudiá-lo e ver como golpe, e legitimar o governo eleito pelo povo Paraguai.
Portanto, podemos tirar grandes lições deste fato perigoso e repudiável acontecido no Paraguai. Uma é que devemos ficar atentos por quer com este fato se acenderam a luz vermelha de alerta contra a democracia da America Latina. O estopim de um movimento sublimado contra a democracia foi aceso. No entanto, as autoridades de todos os países latinos e as organizações da sociedade civil devem estar em pleno estado de atenção. A democracia não está consolidada na maioria dos países. O monstro da ditadura não morreu e começa lançar suas setas de cizânia nos países mais fragilizados do continente. Os chefes de estados latinos devem se unir para fortalecerem a democracia em seus países e principalmente naqueles, onde é visível o lento extermínio do regime democrático.

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